
Trago comigo riscos,
marcas no peito
feitas com facão.
Marco a pele dos inimigos,
tatuo com ferro em brasa
palavrões.
Sou cruel.
A maldade é minha arma.
Uso-a para avisar
que sou perigosa.
Não passem por mim
me olhando.
Abaixem os olhos
ao me ver.
Não gosto de suas
caras ridículas,
fingindo inocência,
porque sei
que são todos
ladrões de almas,
de vidas,
de corações.
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Artesãdaspalavras | izilgallu
Um comentário:
Fantástico poema, muito intenso!
Beijo
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