Aqui estão registrados meus melhores e meus piores momentos, minhas mais lúcidas e mais loucas inspirações. Ao longo dos anos, transformei em palavras o que vivi, imaginei, desejei e senti. Amor, ausência, solidão, desejo, sonhos e tantas contradições da vida. Tentei traduzir sentimentos que nem sempre cabem em palavras. Se consegui? Não sei. Mas valeu a tentativa. Poemas autorais. Quando a Alma escreve. Artesãdaspalavras | izilgallu

22 de julho de 2011

A DOR


Aos amigos que me seguem e deixam aqui

mensagens, quero agradecer o carinho e dizer que tão

logo eu consigo me separar da Fibromialgia que esta me

impossibilitando de até mesmo pensar, irei retornar

e a todos visitarei, desculpem-me sim mas a dor é mais

forte que a vontade.

.
izilgallu

19 de julho de 2011

CORTIÇOS, FAVELAS


Cortiço ontem,
favela hoje.

Os nomes mudam,
mas os seres continuam
vivendo igual.

A pobreza impera,
o desprezo pela vida também.

Solução...?
Não há.

Do lado de fora,
nada.

Ninguém se importa.

Do lado de dentro,
tentam levar a vida
por entre armas,
ratos,
esgotos,
corpos caídos no chão.

Hoje um,
amanhã dois.

Ninguém se importa mais.

A vida virou banalidade.

Quem poderia socorrer
suga tudo,
todo o dinheiro,
para o seu próprio bem-viver.

Exportam suas famílias
para o mundo civilizado,
com o dinheiro que
roubam do povo sofrido.

Passeiam em seus jatos
para conferir seus euros.

Aqui no lixo,
ninguém se importa.

Não se engane:

o mundo está pouco
se importando com a
guerra travada na escuridão
dos cortiços,
das favelas,
da pobre multidão.

.

artesãdaspalavras / izilgallu




📚 Este poema foi indicado como material de apoio pedagógico na dissertação de mestrado de Deived Oliveira, Programa de Pós-Graduação em Ensino da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), 2015.

6 de julho de 2011

A RESPOSTA

 Escrever...
Talvez seja isso:
dar nome ao silêncio
antes que ele me engula.
Transformar o medo
em alguma coisa que respire,
retirar da noite
uma palavra,
depois outra,
até que o escuro
deixe de ser poço
e se torne caminho.
Não escrevo
porque encontrei respostas.
Escrevo
para continuar perguntando,
para não me perder de mim,
para seguir viva
quando as palavras
ainda sabem
o meu nome.
.

Artesãdaspalavras | izilgallu

3 de julho de 2011

PARA QUE?


Escrever para quê?

Talvez para si mesmo,

para entender o pulsar da vida,

descobrir as inquietações da alma,

tornar a vida um pouco mais clara.

Tentar desvendar a mente,

não morrer de dor, de medo,

viver até findarem as palavras,

sem o nexo de um poema.


Artesãdaspalavras | izilgallu