Aqui estão registrados meus melhores e meus piores momentos, minhas mais lúcidas e mais loucas inspirações. Ao longo dos anos, transformei em palavras o que vivi, imaginei, desejei e senti. Amor, ausência, solidão, desejo, sonhos e tantas contradições da vida. Tentei traduzir sentimentos que nem sempre cabem em palavras. Se consegui? Não sei. Mas valeu a tentativa. Poemas autorais. Quando a Alma escreve. Artesãdaspalavras | izilgallu

30 de abril de 2010

INFÂNCIA












Todos tivemos
infâncias diferentes.
Conhecemos os sentimentos
de modos diversos.
Olhamos para o céu
de forma diferente.
Noites escuras de pavor.
Chuvas alegres de verão.
Mas, para alguns,
em algum ponto,
tudo se rompeu drasticamente.
Então perdemos o rumo.
Nada mais é o mesmo.
Nada mais serve.
Não temos mais
os velhos sentimentos
guardados.
Agora se renovaram.
Mudaram de valor.
Todo o velho
agora é novo
e desconhecido.
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25 de abril de 2010

CAMINHOS



Caminho lentamente pela vida.
Não tenho mais pressa.

Tudo já passou por mim.
Nada mais tenho para alcançar.

Ando pelos caminhos
alheia a tudo.

Os olhos nada veem.
Sinto apenas a brisa em meu rosto,
a calma ao meu redor.

Caminho sem rumo,
e em algum lugar,
sei que vou chegar.

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22 de abril de 2010

DESPISTANDO


Despisto a tristeza.
Procuro não mais pensar.

Faço tanto esforço
que realmente já não consigo lembrar
de como é amar.

Sei lá como será o futuro
e o que me trará.

Talvez um amor?

Talvez, finalmente,
a paz.


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18 de abril de 2010

SOMENTE HOJE











Hoje, somente hoje,
deixe-me em paz.
Somente hoje me dê
liberdade.
Deixe-me pensar o que
quiser.
Fazer o que sentir vontade,
sem remorsos.
Deixe-me quieta
em meu canto,
sem críticas.
Deixe-me à vontade
com vontade ou não.
Por favor,
somente hoje
não me traga problemas.
Não me iniba.
Não me critique.
Somente hoje
deixe-me sem paredes,
sem portas nem janelas.
Deixe-me ver o sol,
a chuva.
Deixe-me em paz,
a viver.
Somente hoje.


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17 de abril de 2010

A VIDA COMO ELA É

















Tenho saudades do tempo
em que eu era sonhadora.
Tenho saudades de quando
eu viajava pelo mundo afora
com asas invisíveis.
Como era bom
refugiar-me em pensamentos.
Como era bom criar um mundo
feliz e seguro.
Como tenho saudades
do tempo em que tinha amores.
Pena...
Só descobri agora que
nunca consegui sair do ninho.


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14 de abril de 2010

NÃO TER




Vi-te pelo caminho
e nada pude fazer.

Você estava ali, tão real,
mas não pude tocá-lo.

Tem coisas que são assim.
Gostamos delas,
mas não podemos alcançar.

Talvez seja um aviso
de que nem tudo o que amamos
nos pertence.

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12 de abril de 2010

VÁ EM FRENTE

Lágrimas, por vezes,
inúteis ao fim do caminho.
Tempo perdido em lamentos.
Vida passada sem ações,
coragem faltante,

indecisão.

Não derrames mais lágrimas.
Aja.
Como se não houvesse
outras ocasiões.


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11 de abril de 2010

TROCAS



Somos responsáveis pelas nossas escolhas.
Não adianta, mais tarde, procurarmos culpados
pela nossa infelicidade.

Lamentos não resolvem nada.

Escolhas precipitadas.
Escolhas desesperadas.
Escolhas premeditadas.
Tanto faz.

Todas as escolhas podem
nos fazer questioná-las.

Achamos, um dia,
que aquele não era o caminho.

Às vezes podemos mudar,
mas essa transição é muito difícil.

Nem todos têm coragem.
Nem todos têm sabedoria para fazê-la.


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4 de abril de 2010

TEMPOS DE ONTEM



Ainda tento relembrar
algo de tempos atrás.
Loucuras,
escapadas da realidade,
sonhos ousados,
sem medo de experimentar
o improvável.
Tudo era intenso, forte,
demasiadamente alucinante,
insaciável.
Eram assim
meus sonhos,
meus desejos.
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