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Textos escritos a algum tempo atrás, nas minhas cadernetas. Alma de poeta, acordando para a era da informática. *artesãdaspalavras*
Poemas e Pensamentos de IzilGallu. Versos autorais que traduzem sentimentos, vivências e inspirações desde 2006.

24 de junho de 2010

DEMENTE ESTOU


Deixarei para trás as desilusões.

Não mais delirarei com paixões.
Não mais acreditarei na dor.

Deliberadamente,
serei verdadeira.

Decididamente,
não vou mais te querer.

Devidamente enquadrada nas normas,
viverei.

Descerei ao inferno,
se preciso for.

Demente estou.

E talvez permaneça
adormecida de luto
numa cama de espinhos.

Artesãdaspalavras | izilgallu

17 de junho de 2010

RACIONAL/IRRACIONAL


Olho o mundo e não compreendo.
Como pode ser tão má a humanidade?

Humanidade...
aquela formada por seres humanos.

Mas não seriam os humanos
os seres racionais?

E não deveria o ser racional
compreender, entender, pensar?

Irracional não é o mundo animal?

Mas o animal não é aquele que vive em paz?
Que mata apenas por fome?
Que vê sua espécie extinta
pelo ser dito racional?

Não entendo mesmo.

Acho que não sei mais
o que significam as palavras
“racional” e “irracional”.

Artesãdaspalavras | izilgallu 

postada pela 1º vez 26/12/2006

13 de junho de 2010

DESPERTAR


Esta calma e morna vida
não me agrada mais.

Quero o perigo.
Quero novas conquistas.
Andar por caminhos proibidos.
Atiçar desejos dormentes.
Viver uma vida desregrada.

Não quero mais amarras.
Quero escolher os caminhos.

Sair da escuridão,
ver a luz brilhar
em todos os caminhos.

Artesãdaspalavras | izilgallu


foto de DomLeoture

postado 1a.vez em 29-08-09

6 de junho de 2010

TEATRO DA VIDA

Começar sempre.
Sina?
Destino?
Ser humano.
Ter esperanças.
Realidades são cruas.
Paixões são utopias.
Imaginar seguro,
ter como perdido.
Nada é real.
Tudo é fantasia.
Máscaras velhas,
usadas,
surradas,
antigas.
Ignorância forçada.
Submissão comprada.
Gestos estudados.
Cenas calculadas.
Eterna encenação.
.
artesãdaspalavras/izilgallu

5 de junho de 2010

MORDAZ












Não preciso de piedade.
Não preciso que enxugues
minhas lágrimas.
Posso fazê-lo sozinha.
Sei carregar minha cruz.
Não imploro afeição.
Dá quem quer.
Não preciso de amor fugaz,
nada parecido com
vento,
fumaça,
nuvens que passam.
Não necessito de ajuda.
Quero amor real.
Amor que queima,
que aquece
como o fogo da lareira.
Quero emoções fortes,
como raios e trovões.
Afagos e acenos,
eu dispenso.
Meio sorriso não quero.
Quero gargalhadas.
Quero beijos e abraços.
Tapinhas nas costas
são para os funerais.
.

Artesãdaspalavras / izilgallu