
30 de abril de 2007
PENSAMENTOS SOLTOS

29 de abril de 2007
ALQUIMISTA DO AMOR

27 de abril de 2007
TUDO UM NADA

25 de abril de 2007
ESTOU CHORANDO

24 de abril de 2007
LUA CHEIA

23 de abril de 2007
TE PROCURO, TE ESPERO
22 de abril de 2007
QUEM IMPORTA MAIS?
21 de abril de 2007
QUE HOMEM É ESTE?

Mostrou-se herói
Desarmou-me
Tornou-me feliz
Envolveu-me
Recuou
Nunca ficou
Não se afastou
Nunca me disse
Sempre demonstrou
Nunca me quis
Nunca me deixou
Libertou-me
Enroscou-me
Nunca foi herói
Nunca teve fé
Viveu pré-destinado
Amarrado
Não arriscou
Não ousou
Não apostou
.
20 de abril de 2007
QUERO VOCÊ MEU
19 de abril de 2007
PERDIDOS NO TEMPO

18 de abril de 2007
17 de abril de 2007
BELEZA RARA

16 de abril de 2007
NÃO ME PRENDAS

15 de abril de 2007
RIMAR
14 de abril de 2007
VOU ARRANCAR SUA CARNE

13 de abril de 2007
Gota a gota
12 de abril de 2007
JÁ HAVIA PARTIDO
10 de abril de 2007
O MAPA DO SEU CORAÇÃO
Você me quer bem.
Para mim,
isso não basta.
Ou me ama,
ou me esquece.
Não quero
a caridade
do teu querer.
Querer é pouco.
Pode-se querer
qualquer coisa.
O meu querer
é amor.
Não quero
um amor
encaminhado,
explicado,
ensinado.
Não pedi
o mapa
do teu coração.
Sou como sou
e quero ser amada
pelo que sou.
.
Artesãdaspalavras | izilgallu
9 de abril de 2007
DE MÃO DADAS

8 de abril de 2007
GIRA TUDO
7 de abril de 2007
NOVO POETA

Milhares de poesias
que nunca foram escritas
estão perdidas no ar,
ao léu.
Frases bonitas
que aquele poeta
não escreveu.
Não escreveu
porque não sabia de seu dom.
Não sabia
ou não teve coragem.
Enfim,
não rimou.
Morreu
e nada deixou.
Ficaram perdidas
palavras de amor
ou de dor,
de êxtase, talvez.
Não surgiram,
não nasceram.
E, como almas,
estão esperando
um novo poeta nascer
para poderem
encarnar no papel.
.
Artesãdaspalavras | izilgallu
foto de Paulo Madeira
6 de abril de 2007
SUSPENSA NO AR

3 de abril de 2007
ESTADO D'ALMA

não sei ser amável,
nem sei mais ser delicada.
Meu limite como ser humano
não existe mais,
o prazer de escrever,
como quiser.
para este mundo.
mas não encontro
para esta anarquia.
se já tive um dia.
está terminando.
continuar humana.
um simples animal.
me tornei um animal.
Só me resta ainda
e este posso usar
Neste não preciso ser cruel,
não preciso ser humana,
posso simplesmente ser eu,
verdadeira ou falsa,
já não sei mais.
Escrevo e me contradigo.
Sou boa, sou má.
Sou santa, sou demônio.
Sou crente, sou descrente.
Não creio mais na humanidade.
Não creio em salvação
Procuro,
soluções ou saída
Não tenho mais heróis,
nem lembro
Talvez eu tivesse, sim.
Era uma heroína,
uma mulher,
minha mãe.
Ela já está partindo.
Seu tempo na Terra
Então não preciso mais
Posso ser mesmo
.
Artesãdaspalavras | izilgallu
foto sarah brightman
2 de abril de 2007
OS MISTÉRIOS DA NOITE
me causam arrepios.
São momentos de paixões
e transgressões.
Nos quartos,
nas camas,
nas celas.
Tudo é permitido.
Entre quatro paredes,
não existem pudores.
É nesses momentos
que me transporto,
saio de mim.
Minha alma flutua
para espreitar
amantes noturnos.
Como sombra,
vagueia
por todos os cantos.
Ouço juras de amor,
palavras ardentes.
Acontecem
grandes desonras.
Caem as máscaras.
Ninguém mais é santo.
Os castos e puros
tiram as vestes,
profanam até
imagens santas.
É nesses momentos
que meus arrepios
se transformam
em horrores.
Até os que pregam
virtudes e castidade
livram-se delas,
tornando-se nus.
.
Artesãdaspalavras | izilgallu












