"O BOM DA PAIXÃO
É QUE É RENOVÁVEL"
.
*artesãdaspalavras*
Aqui estão registrados meus melhores e meus piores momentos, minhas mais lúcidas e mais loucas inspirações. Ao longo dos anos, transformei em palavras o que vivi, imaginei, desejei e senti. Amor, ausência, solidão, desejo, sonhos e tantas contradições da vida. Tentei traduzir sentimentos que nem sempre cabem em palavras. Se consegui? Não sei. Mas valeu a tentativa. Poemas autorais. Quando a Alma escreve. Artesãdaspalavras | izilgallu

31 de dezembro de 2007

FELIZ ANO NOVO

HOJE É MEU ANIVERSARIO

E UM NOVO ANO TAMBÉM VAI COMEÇAR

DESEJO A TODOS QUE AQUI ESTIVERAM

DURANTE TODO O ANO, TUDO DE BOM

NO PRÓXIMO ANO, E QUE POSSAMOS

CONTINUAR JUNTOS, AQUI, AI, EM

TODOS OS LUGARES.

PARABÉNS PARA MIM

É OBRIGADA À TODOS

.

izilgallu

30 de dezembro de 2007

NOVIDADES NO AR








Será ele maduro,
seguro?
Será?

Será que é só
um menino medroso?

Talvez um pouco canalha.
Mas todos são.

Talvez seja até agradável.
É uma novidade,
quem sabe uma boa aventura,
uma tentação!

Por que não?

É tão bom acontecer.
São momentos raros
em que surge o desejo.

E depois,
tudo é tão rápido...

Dura nada, não.

Dura como toda novidade
e acaba
como toda paixão.

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Artesãdaspalavras | izilgallu

29 de dezembro de 2007

A RAZÃO NO LUGAR DA EMOÇÃO

O sentido está sumindo,
a razão está voltando.

Tudo está ficando
dentro das regras,
das normas.

O ilógico é a verdade
e rege nossas vidas.

Molda nossa aparência,
mascara nossos sentimentos.

Tudo se torna irracional,
mas verdadeiro.

Esta é a vida,
não o sentido da vida.

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Artesãdaspalavras | izilgallu


Foto AugustoPeixoto

28 de dezembro de 2007

ISTO É A VIDA

Triste fuga
de uma vida cansada.

Triste busca
da alegria... forçada.

A mente engana
o coração cansado.

Enganos precisos,
necessários
para a sobrevivência.

Vida vivida,
arrastada, pesada,
presa a amores
atormentadores.

Isto é a vida
do ser humano.

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Artesãdaspalavras | izilgallu


27 de dezembro de 2007

E ELA ESPERA

Ela deita em seu leito...

espera...

Espera que chegue a noite
e que ele venha...

Venha fazê-la feliz por completo,
fazê-la sentir-se ainda
amada,
desejada.

Pede em silêncio
por sua presença.

Quer ainda ser querida,
ser necessária,
como já o fora
em sua vida.

Ah... se ela pudesse
voltar ao passado,
faria tudo de novo...

Só que novo,
sem os erros
do passado.

Ela pensa que seria
mais ousada,
mais promíscua...

Vestir-se-ia de vermelho,
com velas iluminaria seu leito
e, com pétalas de flores,
cobriria seus lençóis.

Ah, se o tempo voltasse...

Ela seria
uma mulher fatal...

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Artesãdaspalavras | izilgallu


26 de dezembro de 2007

CONHECER SEU ÍNTIMO

Sinto algo
que me faz aproximar
de você,
ser humano.

Quero saber quais são
teus sentimentos reais,
tuas faces ocultas,
teu íntimo,
teus desejos.

Quero te conhecer
pelo avesso,
sem máscaras,
sem glórias.

Quero te conhecer real,
desdobrar tuas fibras,
penetrar nos teus mistérios.

Quero o impossível:

desvendar você,
ser humano.

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Artesãdaspalavras | izilgallu

foto Daniena Morgato

24 de dezembro de 2007

AOS MEUS AMIGOS

A TODOS QUE AQUI ENTRAM
PARA LER MINHAS POESIAS,
AGRADEÇO DE CORAÇÃO
E DESEJO UM FELIZ NATAL,
CHEIO DE PAZ E ALEGRIA
BEIJOS A TODOS
.
izilgallu

23 de dezembro de 2007

PALAVRAS

Brinca com elas
o sedutor.

Tudo igual.

Palavras, palavras...
Mudam as pessoas,
mas as palavras
são iguais.

Tudo é um jogo,
um jogo de sedução.

Palavras,
gestos,
sorrisos.

Palavras,
nada mais que palavras.

Ser humano,
quase humano.

É apenas um jogador
que brinca
com as emoções.

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Artesãdaspalavras | izilgallu

22 de dezembro de 2007

CORAÇÃO NA MÃO

Tu me tens.
Sou tua
e de mais ninguém.

Tens meu coração
em tuas mãos.
Faz dele
o melhor proveito.

Ele é precioso.
Não o jogues fora,
não o quebres,
nem o machuques.

Cuida dele
com carinho
e terás de mim
amor eterno.

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Artesãdaspalavras | izilgallu

21 de dezembro de 2007

A MULHER QUE...

Eu sabia amar
e sabia demonstrar.

Não me contentava
com pequenos sinais.
Queria sempre mais.

Não aceitava limites.
Queria tudo.

Não aguentava
a espera interminável.
Queria agora,
queria urgente.

Quando queria,
nada temia.

Não via a impossibilidade,
nem a impotência do outro.

Não conhecia
a covardia no amor.

Quando amava,
amava com coragem.

Amava desvairadamente.

Amava amar.

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Artesãdaspalavras | izilgallu

foto HugoFernandes

20 de dezembro de 2007

OU NÃO

Não é verdade
que tudo é ilusão.

Dentro dos momentos
de euforia,
há pedaços de realidade.

Sentimentos inventados
também podem ter
algum fundo de verdade.

A presença imaginária
tem sua carga de energia.

Pode ser até palpável.
Pode ser até cruel...

Ou não.

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Artesãdaspalavras | izilgallu

18 de dezembro de 2007

DEIXEI A PORTA ABERTA


DEIXEI MINHA PORTA ABERTA

Esperei-te
por toda uma vida.

Vi-te passar por mim
tantas vezes.

Olhavas-me.

Desejavas-me.

Você me conquistou,
mas não se aproximou.

Por fim,
decidi deixar
a porta entreaberta.

Minha esperança
é ver você

entrar.

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Artesãdaspalavras
izilgallu

17 de dezembro de 2007

CONHEÇO-TE

Conheço teus segredos,
por isso tu me temes.

Sei dos teus medos.
Sei dos teus limites.
Sei o quanto tu queres.
Sei o quanto tu negas.

Sei que enganas a todos.
Sei que enganas
a ti próprio.

Conheço todas as tuas fibras.
Conheço todas
as tuas reações.

Conheço-te mais do que pensas,
até mais do que tu mesmo.

Sei que em mim
vês uma atração
que não consegues interpretar.

Sei que em mim
vês um amor
que não consegues controlar.

Sei que tudo isso
de nada adiantará.

Conheço-te o bastante
para saber
que nada farás.

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Artesãdaspalavras | izilgallu


16 de dezembro de 2007

OLHAR

Apenas um olhar.

Profundo,
marcante,
emocionante.

Um olhar...
que, quando correspondido,
faz-nos desmoronar.

Quanto podemos transmitir
por um olhar?

Todas as emoções
de um momento.

Um olhar...
profundo,
que penetra,
paralisa o pensamento,
corre pelo sangue,
congelando-o,
chega ao coração,
derretendo-o.

Apenas um olhar.

Milhões de palavras
no ar.

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Artesãdaspalavras | izilgallu

15 de dezembro de 2007

QUERO-TE LIVRE

Quero sentir
teu corpo,
teu calor,
tua alma.

Quero conhecer tua dor,
acalmar tuas angústias,
afastar teus sofrimentos.

Quero ver-te alegre,
sem medos,
sem amarras.

Não quero prender-te,
nem decidir teus caminhos.

Quero-te livre.

Livre para escolher,
livre para amar,
livre até para partir.

Mas, se ficares,
que seja porque
livremente
me pertences.

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Artesãdaspalavras | izilgallu


14 de dezembro de 2007

SEM CULPA

Por que tanta culpa?

Esse sentimento
criado,
imposto,
que nos mantém presos
ao medo de sentir.

Por que devo culpar-me
por amar
ou odiar?

Por que sentir culpa
pelos conflitos
que existem em mim?

Sentimentos não pedem
permissão para existir.

Posso enfrentá-los,
negá-los,
até escondê-los.

Mas não serei culpada
apenas por senti-los.

Não!

Não sou culpada!
Não sou pecadora!
Não sou prisioneira!

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Artesãdaspalavras | izilgallu


foto daniel camanho

13 de dezembro de 2007

QUEM ÉS TU?

Tudo em você é uma incógnita,
um mistério.

Tua mente me faz vaguear
por mundos escuros.

Ages como um felino,
silencioso,
somente o olhar
a percorrer o mundo.

Nenhuma palavra,
nenhum sinal,
mas sempre prestes
a dar o bote.

Às vezes me confundes.
Pareces tão alheio a este mundo
e, ao mesmo tempo,
tão presente.

Quem és tu,
ser misterioso?

Que mundo tens em mente?

Por que esse olhar
que atravessa,
que penetra
sem nada dizer?

Talvez um dia
desapareças
como chegaste:
silenciosamente.

E então,
de todo esse mistério,
restará apenas
saudade.

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Artesãdaspalavras | izilgallu

11 de dezembro de 2007

O AMOR NÃO É DURAVÉL

Não me contento mais
com olhares,
promessas sem valor.

Já passei por esse estágio.
Minha vontade agora
é maior.

Quero ter,
pegar,
sentir,
arder.

Quero paixão,
breve ou não.

Amo agora
o que é transitório.

Aprendi com o tempo
que o amor
não é durável.

É preciso vivê-lo
enquanto está vivo,

pois pode morrer
como a chama
de um lampião,

com um simples
sopro.

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Artesãdaspalavras | izilgallu

10 de dezembro de 2007

ACORRENTADA

Eu da vida quero mais.
Quero muito aprender,
pois, de tudo que aprendi,
pouco prestou.

Não andei por vias tortas.
Não cometi grandes pecados.
Nada sei do submundo.
Não avancei nenhum sinal.

Permaneci em meu invólucro.
Tive medo...
Não rompi.

Contive-me
ou fui contida.

Não provei.
Não senti.
Nada sei do proibido.

Fui vivendo acorrentada,
sem quebrar elo algum.

Acho que não vivi.

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Artesãdaspalavras | izilgallu


9 de dezembro de 2007

SOMOS ROUBADOS

Por que o tempo nos tolhe,
torna-nos incapazes de voar,
bloqueia nossas falas,
torna-nos tímidos,
inibidos?

Por que nos tornamos
um perigo?

Roubaram nossa alma!
Devassaram nossas coisas!
Deixaram-nos marcados!

Transformaram sutilmente
nosso passado,
fizeram-nos amedrontados.

Tornamo-nos bichos domados,
servis,
passivos.

Já não sabemos resolver
nosso mundo,
nossa vida,
nosso coração.

Não sabemos mais caminhar,
nem sair desta prisão.

Acostumamo-nos com as correntes
que nos prendem.
Apesar de incômodas,
tornaram-se úteis:

um porto seguro,
uma prisão.

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Artesãdaspalavras | izilgallu

foto de LuisLoboHenriques

8 de dezembro de 2007

DOADOR DE AMOR

Você vem,
deita-se silenciosamente
ao meu lado.

É quase um sonho...
ou será
um sonho real?

Agora já não sei.
Tornei-me confusa
com essa sensação.

Pode ser que você
não passe de um
ladrão de coração.

Ou talvez seja
um doador de amor
que transborda sentimentos
e precisa doá-los
gentilmente.

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Artesãdaspalavras | izilgallu


7 de dezembro de 2007

DESÁFIOS (EM TODOS OS SENTIDOS)




















Hoje fui desafiada a participar desta
“encruzilhada” pela ☆ tenshicris ☆:

“Compor um post em prosa, conto ou poesia
com os títulos dos últimos 10 posts,
usando outras palavras pelo meio
para dar sentido ao todo.”

(Aqui vai)

Queria viver onde NÃO HÁ MEDO,
não me sentir PERDIDA,
mostrar como SOU REAL, não uma farsa.

Mas O TEMPO NÃO UNE mais ninguém.
Por isso FAÇO VERSOS,
me desligo desta realidade.

Não quero mais saber O QUE ACONTECEU.
Basta de falsas PROMESSAS.

Quem sabe uma NOVA PAIXÃO
me faça sonhar,
DESCOBRINDO O PROIBIDO,
pecando, ultrajando.

Quem sabe, talvez,
eu crie até um novo...
POEMA ERÓTICO

para um novo, grande,
inesperado amor.

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Artesãdaspalavras | izilgallu

foto AlbaLuna

Agora para terminar
passo a desafiar:
*Crónica
*Sue
*Atit Ordep

6 de dezembro de 2007

NÃO HÁ MEDO

O que nos torna tão ardentes,
tão desesperadamente loucos?

O que nos faz vibrar novamente,
faz nosso sangue
arder como pimenta?

É a paixão
surgindo de repente,
renovando-nos,
tornando-nos insanos.

Essa loucura desesperada
é a vida.

Sem ela,
somos apenas
vivos pela metade.

Somente apaixonados
nos tornamos inteiros.

Mesmo sabendo
de todos os riscos,
não temos mais medo.

Não queremos
viver pela metade.

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Artesãdaspalavras | izilgallu

5 de dezembro de 2007

MUNDO PARALELO

Perdi-me em meus pensamentos,
desliguei-me da realidade.

Envolvi-me
com as imagens dos sonhos,
esquecendo
que eram apenas sonhos.

Minha mente
me prega essas peças.

Leva-me para longe,
faz-me acreditar
em um mundo paralelo,

onde ainda posso
tentar ser feliz.

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Artesãdaspalavras | izilgallu



foto de RuiBentoAlves

4 de dezembro de 2007

SOU AUTÊNTICA

Se te escrevo hoje
é porque estou autêntica.

Amanhã,
já não sei como estarei.

Tenho alternância
de querença:

hoje amo,
amanhã não quero mais.

Não me culpes,
não sou cruel.

Foi a vida
que me ensinou
a ser assim.

Foi a única lição
que aprendi:

o amor só existe
nos contos de fadas,

a vida é somente
ilusão,

brincadeira
de dois corações.

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Artesãdaspalavras | izilgallu

3 de dezembro de 2007

O TEMPO NÃO UNE

O que nos torna
assim desconexos?

O tempo não nos une,
só nos encosta
no outro.

Nada mais sabemos
do outro.

Não percebemos mais
seus sentimentos.

Não conhecemos mais
seus sonhos,
suas dores,
seus anseios.

Nada,
absolutamente nada mais,
torna-nos cúmplices
de novo.

Com o passar do tempo,
vamos nos tornando
dois estranhos:

encostados,
juntos,
mas estranhamente
separados.

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Artesãdaspalavras | izilgallu


foto helenamargaridapiresdesousa

2 de dezembro de 2007

FAÇO VERSOS



Faço versos
para ti,
para mim,
para nós.

Escolho palavras
ou
elas me escolhem,
não sei...

Se faço rimas
ou não,
não importa.

Escrevo para os que
me compreendem.

Aos demais,
não devo explicações.

Faço o que faço
simplesmente porque eles,
os versos,
me chamam.


Artesãdaspalavras | izilgallu

1 de dezembro de 2007

O QUE ACONTECEU?



Não sei o que
entre nós se passou.

Se foi amor,
se foi paixão.

Era real, visível, palpável.
Era frágil, delicado, pecado.

Era paixão
ou não?

Era excitação,
desejo, urgência.

Era coisa
para viver intensamente,

morrendo
pela manhã.

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Artesãdaspalavras | izilgallu