Aqui estão registrados meus melhores e meus piores momentos, minhas mais lúcidas e mais loucas inspirações. Ao longo dos anos, transformei em palavras o que vivi, imaginei, desejei e senti. Amor, ausência, solidão, desejo, sonhos e tantas contradições da vida. Tentei traduzir sentimentos que nem sempre cabem em palavras. Se consegui? Não sei. Mas valeu a tentativa. Poemas autorais. Quando a Alma escreve. Artesãdaspalavras | izilgallu

16 de setembro de 2010

PREGUIÇA








Preguiça de pensar...
Preguiça de ir...
Preguiça de voltar...
Melhor fechar os olhos
para nada ver.
Preguiça de lembrar o passado,
da magia da infância,
da liberdade da alma,
do mundo de contos de fadas.
Preguiça de abrir o coração,
de amar,
de sorrir.
Preguiça de seguir em frente.
Preguiça de ir apagando mágoas.
Preguiça de pensar no futuro,
planejar,
sonhar.
Preguiça de viver.
Preguiça de morrer.
.
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13 de setembro de 2010

SEI



Sei tanto de nós
quanto sei o número de estrelas no céu.

Penso em nosso amor como um oceano:
imenso, profundo, misterioso.

Sinto você
como se suas mãos fossem nuvens macias,
belas, inalcançáveis.

E descubro, a cada dia,
que sei tanto de tudo
que nada sei.

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7 de setembro de 2010

ESCREVER













Escrever poesia para quê?

A quem interessam
nossos sentimentos mais secretos?

Poesias são as palavras que não saem,
não são pronunciadas,
então são escritas.

Mas são momentos tão nossos,
tão íntimos.

Por vezes tão chatos,
tão mesquinhos.
Outras vezes tão doces,
tão enjoados.

A ninguém deveríamos impor
a leitura de nossas intimidades.

Coisas nossas,
passageiras ou eternas.
Dores da alma,
alegrias do coração.

Não importa.

O momento escrito
pode não ser o momento do leitor.
Pode não dizer ao outro
o que sentimos,
o que desejamos.

Será que somos entendidos?
Será que somos criticados,
ridicularizados
ou amados?

Não sei mais nada.
Não sei por onde andam meus sentimentos.

Estou confusa.
Não sei mais o que escrever.

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6 de setembro de 2010

VIDA DEVAGAR




Passo pela vida devagar,
vou indo em direção ao infinito.
Não tenho pressa.
Não anseio a rapidez.
Quero saborear cada
momento com muita
delicadeza,
calma.
Mesmo que, em alguns
momentos, pareça que
tudo se repete,
dia e noite,
noite e dia.
Mesmo quando tudo
se torna monótono,
mesmo quando estou vazia.
A vida passa.
Não.
Ela não passa.
Eu é que estou passando
por ela.
Ela está ali,
imóvel,
intacta.
Os movimentos são meus.
Somente eu determino
como por ela passarei.
.

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5 de setembro de 2010

DOIS PARA LÁ


Sou só,
não amo quem me ama.

Desperdiço meu amor
com quem não me vê.

Amor incondicional é exigente.
Quero me ver nos olhos
de quem me dedico.

Mas... não estou lá.

Estou onde não olho mais,
talvez naquele amor
incondicional.

Vivemos o amor
sempre no momento errado.

É sempre assim...
dois para lá, um para cá.

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