Aqui estão registrados meus melhores e meus piores momentos, minhas mais lúcidas e mais loucas inspirações. Ao longo dos anos, transformei em palavras o que vivi, imaginei, desejei e senti. Amor, ausência, solidão, desejo, sonhos e tantas contradições da vida. Tentei traduzir sentimentos que nem sempre cabem em palavras. Se consegui? Não sei. Mas valeu a tentativa. Poemas autorais. Quando a Alma escreve. Artesãdaspalavras | izilgallu

26 de janeiro de 2011

DESEJO



QUERER...

Um desejo.
Uma vontade imensa.
Um acorde musical,
às vezes suave,
outras vezes alucinante.


DESEJO...

Algo inexplicável.
Querer sem saber.
Sentir o inimaginável.
Buscar o impossível.
Tudo parece irreal.
Mas o desejo
não precisa ser palpável
para existir.
Nem sempre faz sentido.
Nem sempre se realiza.
.
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22 de janeiro de 2011

VOCÊ O ESCOLHIDO



Preciso de você
para de esperanças me encher,
para confiança me dar,
para que eu possa escrever.
Este você pode não entender,
pode até não querer,
mas não vai deixar de viver.
Você é um dos muitos
que cruzaram meu caminho,
mas é o único agora.
E o importante é somente
o instante presente,
que é você.
.
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17 de janeiro de 2011

CÃO SEM DONO











Sou como um cão sem dono,
necessitando de carinho,
mas, ao mesmo tempo,
não sei receber.
Vivo assustada,
com medo de ser enxotada,
de levar pauladas,
de sofrer.
Por isso,
como um cão sem dono,
vivo vagando
de um lado para o outro,
sem a ninguém me apegar.

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14 de janeiro de 2011

UMA BRASINHA


Você me deu a vida
como uma brasinha
Colocou-me no meio da lenha
mas depois esqueceu de assoprar,
Deixou-me lá pequenina,
e sozinha fiquei tentando
manter-me acesa
Você....
Esqueceu de olhar para trás
“Pai”
sua filha izilda

izilgallu

9 de janeiro de 2011

CAMINHOS COMUNS



Não sei nada
do que falas,
meu camarada.
Não andei
por suas paradas.
Minhas andanças
foram outras,
sem muito glamour,
sem muitas aventuras.
Tudo muito normal.
Não conheci o mundo
do seu ponto de vista.
Minha visão sempre
foi estreita,
tampada.
Não conheci muitos amores,
não beijei muitas bocas,
não balbuciei muitos nomes.
Sempre fui
muito comum.
.
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6 de janeiro de 2011

ESCREVER SEMPRE

O poeta é um enganador,
engana a si mesmo
e aos outros com louvor.

Escreve palavras doces,
palavras ácidas,
sensuais.

Escreve seus pensamentos,
descreve seus desejos ocultos,
sem temor.

Escreve porque, no fundo,
não é um realizador.

Escreve porque não tem coragem
de concretizar tudo o que,
no papel,
descreve sem timidez.


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1 de janeiro de 2011

MUDANÇAS


Novo ano,
novas esperanças.
Tão simples assim,
tudo vai mudar.
Vamos mudar nossos hábitos,
atitudes,
manias,
amores,
ideias.
Todo ano é o pensamento coletivo:
tudo vai mudar,
tudo vai melhorar.
E assim vão se passando os anos,
trocando-se os números,
e nada muda realmente.
Tanta confiança numa simples
mudança de horas,
e nada acontece realmente.
Mas tudo é válido,
pois vivemos de esperanças.
E mesmo quando nada muda,
continuamos a acreditar
que tudo vai melhorar...
algum dia.
.
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