Aqui estão registrados meus melhores e meus piores momentos, minhas mais lúcidas e mais loucas inspirações. Ao longo dos anos, transformei em palavras o que vivi, imaginei, desejei e senti. Amor, ausência, solidão, desejo, sonhos e tantas contradições da vida. Tentei traduzir sentimentos que nem sempre cabem em palavras. Se consegui? Não sei. Mas valeu a tentativa. Poemas autorais. Quando a Alma escreve. Artesãdaspalavras | izilgallu

30 de janeiro de 2008

NÃO VOU MAIS ESPERAR

Não quero mais ser calma.
Já esperei demais.
Não tenho mais tempo.

Vou sair na chuva.
Vou me molhar.
Não quero mais esperar
a tempestade passar.

Não vou ficar presa
a alguém que se agarrou a mim
somente para brincar de amar.

Quero teimar com a vida,
lutar contra todos os meus medos.

Se não posso mais ser feliz,
triste é que não serei.

Vou andar pela vida,
dia e noite, sem fim.

Terei como companhia
meus medos,
meus pesadelos
e também
muita alegria.

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28 de janeiro de 2008

TU TEIMAS

Tu teimas em me tentar,
mandas mensagens sutis.
Tento sempre adivinhar
que indícios há nas palavras.

Sempre gestos minúsculos,
frases sem nexo.
Tudo é um código
que transformo em sinais.

Difícil entender este momento.
Teus sinais, por vezes, me desafiam.
São sempre charadas
que eu não consigo decifrar.

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Foto Emanuel Couto

27 de janeiro de 2008

MUNDO DOS DESAMADOS

Pensei que tinha encontrado
um amor, uma paixão,
um novo ser
para me fazer feliz.

Mas estava enganada.
Tudo não passou de um engodo,
criado no meu mundo
de poesias,
como alguém já havia me dito.

Quero alguém,
então invento
e acho que é real.

Mas agora acordei.
Pulei fora desse mundo
de palavras.

Vou viver no mundo real,
o mundo dos desamados.

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26 de janeiro de 2008

VAMOS ORDENAR

Vamos ordenar nossas vidas,
colocar as coisas
nos devidos lugares.

Vamos rever o lugar da emoção,
que deve subir
para o topo da lista.

Vamos excluir
aquilo que nos é indiferente,
deixar de lado
o que não importa mais.

Rever o lugar dos sonhos,
sublinhar todos os desejos.

Expulsar o que nos incomoda,
não dar lugar
para coisas mortas.

Agarrar futuros amores,
enterrar as tristezas
definitivamente.

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25 de janeiro de 2008

COISAS DIFERENTES

Quero escrever
coisas diferentes,
mas não sei,
não consigo.

Como posso saber
dos vícios das cidades,
dos becos
onde tudo acontece?

Como posso descrever
amores ocultos,
escusos, obscuros?

Não sei como são
as noites de orgias,
com drogas alucinantes,
ou mesmo
beijos roubados na boca.

Não posso escrever
sobre coisas que não vivi.

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foto de AlbaLuna

22 de janeiro de 2008

FELIZES??

Fazemos loucuras
com nossas vidas.

Não aquela loucura
que nos leva ao eletrochoque,
mas aquela que escolhemos,
permitimos,
alimentamos.

Deixamos o tempo passar,
sempre esperando
o amanhã acontecer.

Corremos atrás de
status impostos,
ilusões, permissões.

Vamos e voltamos
tantas vezes,
para tantos lugares,
mas nunca saímos
de nossa incompreensão.

Permitimos que tudo se vá:
amores, amigos.

Mas seguramos
com unhas e dentes
o palpável,
os lucros,
os dividendos.

Não importa
se não somos felizes.
Quem liga para isso?

O importante
é manter a aparência,
escondendo
as indecências.

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21 de janeiro de 2008

AGORA JÁ É TARDE










Você não pode mais
deixar de me amar.
Agora não tem mais salvação.

Já estou dentro de você.
Entrei pelos seus poros,
instalei-me em seu coração.

Você agora me pertence:
de corpo,
de alma,
até de solidão.

Talvez não consiga me entender,
mas poderá me sentir,
me ter
e me ver de outro modo:

ver-me com o coração.

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18 de janeiro de 2008

EXPIAÇÃO

Vim para este mundo
observar todas as coisas,
olhar dentro das almas
e saber sobre as pessoas.

Fui enviada para cá
com esta finalidade:
de tudo saber
e tentar resolver.

Tenho visto tantas coisas,
tenho escutado muito mais.
Tantos ais,
tantos lamentos...
É demais
tanto sofrimento.

Minha tristeza é tanta
que vou retornar
ao mundo de onde vim,
sem ninguém poder ajudar,
sem nada poder mudar.

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15 de janeiro de 2008

MINHA ESPERA É CALMA

Tenho calma
na minha espera.

Sento na estrada
para te esperar passar.

Devagar,
é assim que vais chegar.

Tanto tempo já passou,
tantas outras já tiveste.

Mas teu destino
é passar por mim,
pela minha estrada
e na minha casa entrar.

Fazer parte da minha vida
e, algum dia,
quem sabe,
me amar.

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14 de janeiro de 2008

O DIA QUE TE CONHECI

Conheci-te.

Vi teu lado mais cruel,
toda a tua mesquinhez,
aquela parte que não
queres que o mundo conheça.

Tens uma máscara
bem moldada em tua face,
que oculta toda a tua ironia.

Esse teu lado obscuro
e cafajeste
não te dá mérito algum.

Não sei se quero
tudo isso para mim.
Talvez seja melhor
te desconhecer.

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foto alba luna

13 de janeiro de 2008

QUERO-TE

Quero te tocar,
preciso sentir teu calor.

Quero te beijar,
preciso deste teu amor.

Preciso de você
em todas as minhas horas.

Você não compreende
que o amor não tem tamanho,
que é imenso.

Você se mostra a mim
tão frio, tão distante.

Você não percebe
que quero teu amor,
que minha necessidade
é mesmo real e urgente.

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11 de janeiro de 2008

PARAÍSO COM VOCÊ

A sensação do seu toque
é indescritível.

Não sei se é por causa
da paixão
que sinto tanta emoção
com um simples
toque de mão.

Um beijo, então,
me leva aos céus,
ao delírio.

Imagino como será
uma noite inteira
de sexo com você.

Se existir o paraíso,
certamente é lá
que nos sentiremos.

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10 de janeiro de 2008

TRAPACEADA

Sou quieta, calada.
Gosto do meu silêncio.
Prefiro as letras,
são mais fáceis de articular.

Gosto da minha quietude,
gosto do meu querer.
Quero muito, é verdade,
e sei que querer é poder.

Mas acho que, ultimamente,
meu querer anda
trapaceando-me.

Ou talvez eu tenha
querido demasiadamente
e não houve tempo
para um bem-querer aparecer.

Pois, mais uma vez,
não veio
do jeito desejado.

Por isso continuarei
quieta, calada,
sem mais nada dizer,
sem mais nada querer.

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9 de janeiro de 2008

ELES

EU + TU

Ela ama.
Ele ama.

Ela quer.
Ele pensa.

Ela deseja.
Ele deseja.

Ela quer.
Ele pensa.

Ela ama.
Ele ama.

Ela enfrenta.
Ele recua.

Ela ama.
Ele ama.

Ela fantasia.
Ele não... realiza.

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7 de janeiro de 2008

JÁ VIVI

Pela minha crença,
muitas vidas já vivi
e outras tantas viverei.

Já fui homem.
Já fui mulher.
Já morri antes de nascer.
Já morri anciã.

Por todas as vidas
que passei,
alguma coisa acumulei.

Terei que seguir adiante,
adquirir novas experiências.

Sou uma velha alma,
secular,
talvez milenar.

Mas ainda terei
muito que melhorar
para o paraíso alcançar.

Minha velha alma
ainda tem muito
que aprender.

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5 de janeiro de 2008

SUA SEREI

Vou penetrar em sua vida,
andar sempre ao seu lado.

Vou penetrar em seus sonhos,
para comigo poder sonhar.

Vou me deitar ao seu lado,
sem te tocar.

Vou ficar te olhando
até você acordar.

Vou beijar seus lábios,
torná-los sedentos de amor.

Vou abraçar seu corpo,
fazendo-o despertar
para o prazer.

Vou viver com você
nas suas noites solitárias.

Vou estar ao seu lado
quando o dia chegar.

E entre sonhos e desejos,
sua serei.

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Artesãdaspalavras | izilgallu


4 de janeiro de 2008

REGRESSO NEGADO









Perco-me em um mundo
de sonhos,
um mundo que me causa medo.

São tantas as loucuras que vejo
que tenho receio
de não regressar.

Os sonhos são
um complemento da vida,
nem sempre
possíveis de realizar.

Por isso, perco-me
em uma liberdade
difícil de imaginar.

Não sei se quero voltar,
se quero regressar
à realidade.

É tão fácil
viver sonhando...

Difícil
é o mundo real.

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Artesãdaspalavras | izilgallu

3 de janeiro de 2008

DESTINO FUJÃO










Pelas ruas busco meu destino,
procuro nos becos,
nos vãos.

Esconde-se à toa,
este maldito.
Não sabe que não pode
me abandonar.

Era meu desde o princípio,
traçado antes de eu nascer.

E agora foge,
se esconde,
abandona-me.

Me larga à toa na vida,
sem que eu saiba
a razão.

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Artesãdaspalavras | izilgallu

2 de janeiro de 2008

ELE PEDIA

Ele sabia de coisas
que eram loucuras
em noites sem lua.

Havia uma danada fúria
crescendo
na noite escura.

Ele não tinha medo,
só paixão e orgulho.

Havia vontade de vadiagem,
que lhe dava coragem.

Ele pedia,
gemia,
queria,
sorria com...

a minha liberdade
de amar.

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Artesãdaspalavras | izilgallu

31 de dezembro de 2007

FELIZ ANO NOVO

HOJE É MEU ANIVERSARIO

E UM NOVO ANO TAMBÉM VAI COMEÇAR

DESEJO A TODOS QUE AQUI ESTIVERAM

DURANTE TODO O ANO, TUDO DE BOM

NO PRÓXIMO ANO, E QUE POSSAMOS

CONTINUAR JUNTOS, AQUI, AI, EM

TODOS OS LUGARES.

PARABÉNS PARA MIM

É OBRIGADA À TODOS

.

izilgallu

30 de dezembro de 2007

NOVIDADES NO AR








Será ele maduro,
seguro?
Será?

Será que é só
um menino medroso?

Talvez um pouco canalha.
Mas todos são.

Talvez seja até agradável.
É uma novidade,
quem sabe uma boa aventura,
uma tentação!

Por que não?

É tão bom acontecer.
São momentos raros
em que surge o desejo.

E depois,
tudo é tão rápido...

Dura nada, não.

Dura como toda novidade
e acaba
como toda paixão.

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Artesãdaspalavras | izilgallu

29 de dezembro de 2007

A RAZÃO NO LUGAR DA EMOÇÃO

O sentido está sumindo,
a razão está voltando.

Tudo está ficando
dentro das regras,
das normas.

O ilógico é a verdade
e rege nossas vidas.

Molda nossa aparência,
mascara nossos sentimentos.

Tudo se torna irracional,
mas verdadeiro.

Esta é a vida,
não o sentido da vida.

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Artesãdaspalavras | izilgallu


Foto AugustoPeixoto

28 de dezembro de 2007

ISTO É A VIDA

Triste fuga
de uma vida cansada.

Triste busca
da alegria... forçada.

A mente engana
o coração cansado.

Enganos precisos,
necessários
para a sobrevivência.

Vida vivida,
arrastada, pesada,
presa a amores
atormentadores.

Isto é a vida
do ser humano.

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Artesãdaspalavras | izilgallu


27 de dezembro de 2007

E ELA ESPERA

Ela deita em seu leito...

espera...

Espera que chegue a noite
e que ele venha...

Venha fazê-la feliz por completo,
fazê-la sentir-se ainda
amada,
desejada.

Pede em silêncio
por sua presença.

Quer ainda ser querida,
ser necessária,
como já o fora
em sua vida.

Ah... se ela pudesse
voltar ao passado,
faria tudo de novo...

Só que novo,
sem os erros
do passado.

Ela pensa que seria
mais ousada,
mais promíscua...

Vestir-se-ia de vermelho,
com velas iluminaria seu leito
e, com pétalas de flores,
cobriria seus lençóis.

Ah, se o tempo voltasse...

Ela seria
uma mulher fatal...

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Artesãdaspalavras | izilgallu


26 de dezembro de 2007

CONHECER SEU ÍNTIMO

Sinto algo
que me faz aproximar
de você,
ser humano.

Quero saber quais são
teus sentimentos reais,
tuas faces ocultas,
teu íntimo,
teus desejos.

Quero te conhecer
pelo avesso,
sem máscaras,
sem glórias.

Quero te conhecer real,
desdobrar tuas fibras,
penetrar nos teus mistérios.

Quero o impossível:

desvendar você,
ser humano.

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Artesãdaspalavras | izilgallu

foto Daniena Morgato

24 de dezembro de 2007

AOS MEUS AMIGOS

A TODOS QUE AQUI ENTRAM
PARA LER MINHAS POESIAS,
AGRADEÇO DE CORAÇÃO
E DESEJO UM FELIZ NATAL,
CHEIO DE PAZ E ALEGRIA
BEIJOS A TODOS
.
izilgallu

23 de dezembro de 2007

PALAVRAS

Brinca com elas
o sedutor.

Tudo igual.

Palavras, palavras...
Mudam as pessoas,
mas as palavras
são iguais.

Tudo é um jogo,
um jogo de sedução.

Palavras,
gestos,
sorrisos.

Palavras,
nada mais que palavras.

Ser humano,
quase humano.

É apenas um jogador
que brinca
com as emoções.

.
Artesãdaspalavras | izilgallu

22 de dezembro de 2007

CORAÇÃO NA MÃO

Tu me tens.
Sou tua
e de mais ninguém.

Tens meu coração
em tuas mãos.
Faz dele
o melhor proveito.

Ele é precioso.
Não o jogues fora,
não o quebres,
nem o machuques.

Cuida dele
com carinho
e terás de mim
amor eterno.

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Artesãdaspalavras | izilgallu

21 de dezembro de 2007

A MULHER QUE...

Eu sabia amar
e sabia demonstrar.

Não me contentava
com pequenos sinais.
Queria sempre mais.

Não aceitava limites.
Queria tudo.

Não aguentava
a espera interminável.
Queria agora,
queria urgente.

Quando queria,
nada temia.

Não via a impossibilidade,
nem a impotência do outro.

Não conhecia
a covardia no amor.

Quando amava,
amava com coragem.

Amava desvairadamente.

Amava amar.

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Artesãdaspalavras | izilgallu

foto HugoFernandes

20 de dezembro de 2007

OU NÃO

Não é verdade
que tudo é ilusão.

Dentro dos momentos
de euforia,
há pedaços de realidade.

Sentimentos inventados
também podem ter
algum fundo de verdade.

A presença imaginária
tem sua carga de energia.

Pode ser até palpável.
Pode ser até cruel...

Ou não.

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Artesãdaspalavras | izilgallu