Blog oficial de Poemas e Pensamentos de IzilGallu (Artesã das Palavras). Aqui estão registrados meus melhores e piores momentos em versos autorais desde 2006.
1 de agosto de 2010
A ARANHA
27 de julho de 2010
DESERTOR
Mas você não percebe
Vive em função de suas
memórias, de sua solidão
Sua vida é possuída de
sombras, demônios, carências
Você quase não percebe
mais a minha presença
Vive na solidão
É um desertor da vida
Tento inutilmente resgatá-lo
dos momentos de loucura
Fazê-lo voltar à vida,
novamente sorrir
Mas nossas almas já
não se entendem mais
Você faz malcriação
Eu o largo na mão
20 de julho de 2010
EU
10 de julho de 2010
NÃO TE TEVE
9 de julho de 2010
O LAMENTO
O lamento, penso eu,
tem a cor vermelha.
Fecho os olhos
e vejo a união
do lamento e do vermelho.
É vermelho
como a cor da dor.
Lamento,
dor,
vermelho.
Tudo uma coisa só,
a se confundir
em minha mente.
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5 de julho de 2010
OS FALSOS
Quando amanhece,
e as caras deslavadas
dos falsos aparecem
diante dos espelhos,
algo deveria acontecer
naquele momento.
Um arrependimento qualquer.
Ao se encararem,
deveriam ver
a própria crueldade
estampada.
Mas, se assim fosse,
não haveria mais espelhos.
Os falsos não se julgam.
Acham-se leais.
Mas leais a quem?
Ao diabo?
Que, se existir,
deve carregar
muitas almas falsas,
arrastá-las
em seus infernos particulares,
que um dia terão
de enfrentar.
E então deveriam lamentar
por estarem no inferno
e não poderem usufruir
da falsa vida,
da falsa moral,
da falsa conduta.
Só que nunca
se lamentarão,
pois nada recordam
da verdadeira crueldade
que nos fizeram passar.
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Ferinaizil
POEMA CRIADO 01.09.2008
24 de junho de 2010
DEMENTE ESTOU
17 de junho de 2010
RACIONAL/IRRACIONAL
13 de junho de 2010
DESPERTAR
postado 1a.vez em 29-08-09
6 de junho de 2010
TEATRO DA VIDA
Começar sempre.
Sina?
Destino?
Ser humano.
Ter esperanças.
Realidades são cruas.
Paixões são utopias.
Imaginar seguro,
ter como perdido.
Nada é real.
Tudo é fantasia.
Máscaras velhas,
usadas,
surradas,
antigas.
Ignorância forçada.
Submissão comprada.
Gestos estudados.
Cenas calculadas.
Eterna encenação.
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5 de junho de 2010
MORDAZ
Não preciso de piedade.
Não preciso que enxugues
minhas lágrimas.
Posso fazê-lo sozinha.
Sei carregar minha cruz.
Não imploro afeição.
Dá quem quer.
Não preciso de amor fugaz,
nada parecido com
vento,
fumaça,
nuvens que passam.
Não necessito de ajuda.
Quero amor real.
Amor que queima,
que aquece
como o fogo da lareira.
Quero emoções fortes,
como raios e trovões.
Afagos e acenos,
eu dispenso.
Meio sorriso não quero.
Quero gargalhadas.
Quero beijos e abraços.
Tapinhas nas costas
são para os funerais.
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25 de maio de 2010
NÃO ENTENDO
22 de maio de 2010
NOVAS PARADAS

21 de maio de 2010
20 de maio de 2010
A CHEGADA DA NOITE

14 de maio de 2010
PEQUENO HOMEM
13 de maio de 2010
PRAGAS, FEITIÇOS
9 de maio de 2010
ESTADO D'ALMA
não sei ser amável,
nem sei mais ser delicada.
Meu limite como ser humano
não existe mais,
o prazer de escrever,
como quiser.
para este mundo.
mas não encontro
para esta anarquia.
se já tive um dia.
está terminando.
continuar humana.
um simples animal.
me tornei um animal.
Só me resta ainda
e este posso usar
Neste não preciso ser cruel,
não preciso ser humana,
posso simplesmente ser eu,
verdadeira ou falsa,
já não sei mais.
Escrevo e me contradigo.
Sou boa, sou má.
Sou santa, sou demônio.
Sou crente, sou descrente.
Não creio mais na humanidade.
Não creio em salvação
Procuro,
soluções ou saída
Não tenho mais heróis,
nem lembro
Talvez eu tivesse, sim.
Era uma heroína,
uma mulher,
minha mãe.
Ela já está partindo.
Seu tempo na Terra
Então não preciso mais
Posso ser mesmo
.
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4 de maio de 2010
PEÇAS DE UM JOGO
Amores são como peças
de um jogo difícil de jogar.
As peças nem sempre
encontram o seu lugar.
Os jogos do amor são iguais
aos outros jogos.
Sempre há o vencedor
e o derrotado.
Amor é uma coisa estranha,
que chega,
se acomoda
e incomoda.
Falar de amor é fácil.
Sentir amor é complicado.
Por vezes me confundo.
Não sei se estou jogando.
Não sei se estou amando.
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30 de abril de 2010
INFÂNCIA
Todos tivemos
infâncias diferentes.
Conhecemos os sentimentos
de modos diversos.
Olhamos para o céu
de forma diferente.
Noites escuras de pavor.
Chuvas alegres de verão.
Mas, para alguns,
em algum ponto,
tudo se rompeu drasticamente.
Então perdemos o rumo.
Nada mais é o mesmo.
Nada mais serve.
Não temos mais
os velhos sentimentos
guardados.
Agora se renovaram.
Mudaram de valor.
Todo o velho
agora é novo
e desconhecido.
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25 de abril de 2010
CAMINHOS
22 de abril de 2010
18 de abril de 2010
SOMENTE HOJE
17 de abril de 2010
A VIDA COMO ELA É
14 de abril de 2010
NÃO TER
12 de abril de 2010
VÁ EM FRENTE
inúteis ao fim do caminho.
Vida passada sem ações,
coragem faltante,
indecisão.
Aja.
Como se não houvesse
outras ocasiões.
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