Aqui estão registrados meus melhores e meus piores momentos, minhas mais lúcidas e mais loucas inspirações. Ao longo dos anos, transformei em palavras o que vivi, imaginei, desejei e senti. Amor, ausência, solidão, desejo, sonhos e tantas contradições da vida. Tentei traduzir sentimentos que nem sempre cabem em palavras. Se consegui? Não sei. Mas valeu a tentativa. Poemas autorais. Quando a Alma escreve. Artesãdaspalavras | izilgallu
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11 de fevereiro de 2011

SINTO SIM


Sinto tua falta.
Quero teus beijos,
teus abraços,
teus carinhos,
tuas palavras amigas.
Sinto tanto tua falta
que me estremece o coração.
Só que uma coisa me incomoda:
como posso sentir tua falta
se nunca te conheci?
Talvez eu nunca saiba
o sabor da tua boca,
o calor do teu corpo.
Penso que nunca sentirei.
É estranho este sentimento
de querer sem nunca ter provado.
O desejo deixa cega
toda a minha lucidez.
.
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15 de abril de 2009

CORAÇÃO SEM AMOR


É difícil escrever
quando o vazio
se instalou
em nosso coração.

Não encontro palavras
para descrever o amor.

Como posso falar
sobre um sentimento
que se foi,

e, em seu lugar,
só deixou
solidão?

Já não me lembro
de como é
um grande amor.

Não posso escrever
sobre algo
que acabou.


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2 de abril de 2009

SENTIMENTOS


Emoção...
Razão...
Indefinição...

Querer sem saber.

Deixar de querer.

Sentimentos...
não têm mais valor.

A monotonia
tornou-se habitual...

Já faz parte
do meu ser.

Todo o resto
é engodo...

Puro engodo
que mata.

Todos os dias
morre um pouco
o coração...

Vai perdendo
a vontade...

A emoção
vai ficando
abandonada...

Numa espera
sem solução.


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16 de dezembro de 2008

AMANHÃ


Amanhã
tudo jogarei fora.

Roupas,
fotos,
cartas,
lembranças.

Coisas
que não quero
mais ter.

Jogarei fora também
os pensamentos,
os sentimentos,
as atitudes.
Começarei,
então,
um novo dia.
Serei
mais leve,
mais livre,
mais verdadeira.
Serei outra
amanhã.

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14 de outubro de 2008

SEM SENTIMENTOS


MORNO

Eis o que é
o morno:

o tempo da vida
sem emoções,

do amor
sem paixão,

do poeta
sem inspiração.

É quando a vida
parece fazer
uma pausa

e os sentimentos
adormecem.

Não há amor,
nem prazer,

nem risos,
nem desejos.

Não estamos
propriamente mortos,

mas também
não estamos
inteiramente vivos.

Estamos mornos,

esperando
que alguma coisa

nos faça
ferver novamente.

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8 de junho de 2008

Pessoas













Vou de encontro a pessoas,
encontro muralhas.
Não consigo atravessá-las.

Pessoas são cofres
guardando segredos.

Escondem verdades,
disfarçam sentimentos.

São mundos desconhecidos,
são mentes lacradas.

Não importa o quanto tente,
nunca vou penetrá-las.

.
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14 de julho de 2007

DESCOBERTAS


O perigo de
penetrar...
mergulhar...
na alma

é a descoberta.

A descoberta
de sentimentos.

Sentimentos
que não sabíamos
existir em nosso íntimo.

A descoberta
de que somos:

Profanos.
Loucos.
Insanos.
Imorais.

Sentimentos
que não admitiríamos
em nós.

Grande é o medo
de descobrirmos
que somos

o que jamais
supúnhamos ser.

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11 de julho de 2007

BASTA DE POUCO AMOR

Chega de meias palavras
Basta de pouco amor
Não quero mais sentimentos mornos
Quero um amor por inteiro

Quero algo quente, ardente.
Um sentimento voraz
Quero algo que me derrube
de quatro, me ame, me devore.

Quero sentir o calor
O quente da paixão
nada de sentimentos mornos.
Nada de meio amor

Quero algo devastador,
que ao meio me rasgue
Quero ser profanada,
Basta de calmaria
Basta de falso amor.

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8 de janeiro de 2007

DOMÍNIO

Dissecados todos os sentimentos,
lavados todos os atos,
estudados todos os movimentos,

observados cada gesto,
cada olhar,
cada instante de vida.

Exigidos todos os pensamentos,
cobrados todos os instantes alegres,

VENCE, AFINAL, O DOMÍNIO.

FICA SOMENTE A SUBMISSÃO.

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foto de Gonçalves