
Somos todos iguais, gostamos
do pecado, somos todos falsos
moralistas, fingimo-nos de mortos.
É mais cômodo, funciona muito
bem durante algum tempo.
Mas às vezes desperta o desejo,
a luxúria, então colocamos a cara
para fora para apreciar a paisagem
e ver se podemos algo aproveitar:
um pecadinho,
uma mentirinha,
um romancinho.
Depois retornamos ao calabouço
de nossa vida e continuamos a
fingir que somos felizes, realizados.
Mas somos mesmo?
FALSOS E TRISTES
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Artesãdaspalavras | izilgallu