Era um dia qualquer,
um dia morno e preguiçoso.
Nada movia.
Nada era importante.
Só aqueles dois corpos
emaranhados,
suados, cansados,
indiferentes a tudo.
Nada percebiam à sua volta,
nem o calor,
nem aquele cheiro
de mofo no ar.
Só queriam se amar,
aproveitar todos os instantes.
Só queriam sentir
o próprio cheiro.
Só queriam fundir-se
e ser, para todo o sempre,
dois amantes.
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