Aqui, bem pertinho,
quase vizinho,
mora o mar.
No silêncio da noite,
ouço seu roncar,
seus estrondos nervosos
na beira da praia.
Em noites de chuva,
ouço toda a sua fúria
a castigar
a pobre praia.
Há momentos
em que imagino
que aqui,
à minha porta,
vais bater,
vais querer entrar,
e, com tua fúria,
vais me levar.
Assim
vais te vingar um pouco
de nós, humanos,
que só fazemos
te maltratar.
artesãdaspalavras
izilgallu
