
Dentro de mim mora o vazio.
Decidido,
ele é fiel.
Atrapalha meu pensar.
Ocupa todos os espaços
em que o amor
deveria estar.
Tento, inutilmente,
dele me desapossar.
Mas ele tudo entorpece,
e nada resta
para pensar.
Talvez eu tenha dado
esse espaço
para ele se apossar.
Por medo
ou covardia,
eu o deixei
morar em mim.
Agora carrego
meus medos.
Não sei mais
o que é amar.
artesãdaspalavras
izilgallu
2 comentários:
nossa lindeza isso, o amor adormecido num coração vazio.
bjosss...
Belo poema, embora não seja muito agradável ter o vazio a "ocupar todos os espaços".
Mas o amor há-de entrar e expulsar esse vazio e os medos que a ele se aliaram.
Gostei imenso do seu poema.
Beijo.
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