
Vejo a vida
e perco a esperança.
O sangue escorre
mais que os rios.
As balas voam
como se a vida
fosse
brincadeira.
Ninguém parece
se importar.
Nada parece
ter valor.
Fecham-se os olhos
para não ver
tanta dor.
Cadê vocês,
heróis?
Cadê vocês,
salvadores?
Morreram todos?
Cresci acreditando
em super-heróis.
Depois descobri:
eles nunca
foram reais.
E agora?
Quem salva
nossas crianças?
Quem enfrenta
tanta violência?
Talvez esteja aí
o nosso engano:
esperamos tanto
pelos heróis
que esquecemos
que alguém
precisa
se tornar um.
Artesãdaspalavras
izilgallu
2 comentários:
é mesmo amiga! que triste a ultima historia que esta nos jornais dos irmãos que o pai matou e esquartejou. fiquei horrorizada.
poesia na hora certa.
bjossss...
Olá!
Chamo-me Flávia Gomes, sou portuguesa e estou a estou na universidade no curso de teatro e artes performativas! Gostava de utilizar o teu poema para uma curta metragem que tenho de fazer mas gostaria de ter a tua autorização para o utilizar!
O teu nome aparecerá na ficha tecnica.
Obrigado pela atenção
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