Pelas estradas
correm carros.
Pelas veias,
o sangue.
Tão semelhantes
esses caminhos
que às vezes penso
ser o mundo
um imenso corpo vivo.
Estradas são veias,
cidades, órgãos,
e nós,
pequenas células
em constante movimento.
Mas basta que algo
interrompa o fluxo
para que tudo se transforme.
O sangue rompe,
o trânsito para,
a vida se interrompe.
A Terra sangra.
E nós,
correndo por suas veias,
nem percebemos
que fazemos parte dela.
.
Artesãdaspalavras | izilgallu
3 comentários:
olá, izil.
seus blogs cada vez melhores, suas poesias, excelentes.
beijos em seu coração.
as vezes sinto medo de concluir a minha cnh. ta um caos.
bjosss...
Mais um belo poema, repleto de verdade e intensidade!
Beijo
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