
Sou do tempo em que
o máximo permitido
à mulher era sonhar.
Sou do tempo em que
mulher já sabia gozar.
Sou do tempo em que
a mulher se cobria
da cabeça aos pés.
Sou do tempo em que
a mulher era mutilada
para não poder gozar.
Sou do tempo em que
a mulher era violentada
em seu próprio lar.
Sou do tempo em que
a mulher era
mãe, esposa, empregada,
lavradora, artesã,
enganada, maltratada.
Sou do tempo de ONTEM,
DE HOJE, DE AMANHÃ.
SOU DE TODOS OS TEMPOS,
DE TODOS OS LUGARES,
DE TODAS AS MAZELAS,
DE TODAS AS MULHERES.
.
Artesãdaspalavras | izilgallu
2 comentários:
Quando leio este tipo de "grito", fico preocupado com vc...e de pes e mãos atadas....!
Esse tempo ja passou querida para que lembralo? mas e um lindo poema
JOÃO
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