
Blog oficial de Poemas e Pensamentos de IzilGallu (Artesã das Palavras). Aqui estão registrados meus melhores e piores momentos em versos autorais desde 2006.
4 de dezembro de 2008
ESTRANHA NOITE

3 de dezembro de 2008
O QUE SOMOS?
O que somos?
Nada...
Não somos
absolutamente
nada.
Só um sopro,
uma brisa
que se apaga
num piscar
de olhos.
Todo o nosso
orgulho,
vaidade,
riqueza,
beleza,
intolerância,
mesquinhez
demoram apenas
alguns instantes
para desaparecer.
Só o tempo
que os vivos
levam...
para nos esquecer.
artesãdaspalavras/izilgallu
2 de dezembro de 2008
SOU FERA
30 de novembro de 2008
NÃO AGORA

NÃO AGORA
Não adianta
me dizer adeus.
Não te deixarei
partir.
Você jurou um dia
que jamais
me abandonaria.
Não sabes
que uma promessa
é coisa sagrada?
Não deve
ser quebrada.
E agora
quer partir.
Esquecer
tantos momentos.
Não.
Não podes ir.
Não podes
me deixar ainda.
Não estou preparada
para te deixar
partir.
A morte
vai ter que esperar.
Que ela leve
outro.
Não você.
Não agora.
.
artesãdaspalavras
izilgallu
28 de novembro de 2008
UMA GUEIXA...
27 de novembro de 2008
ESTRADA DA VIDA

26 de novembro de 2008
TE RODEIO

25 de novembro de 2008
ESCREVO
23 de novembro de 2008
UM DIA
Um dia te amei.
Por um breve momento,
te desejei.
Você parecia tanto
com o ser ideal.
Um dia foi verdade:
eu te quis,
muito mais
que o suportável.
Você parecia
tão real.
Um dia eu te vi,
te olhei nos olhos
e tanto te quis.
Um dia
que já passou.
Lá atrás
ficaram
meu amor,
você,
e tudo aquilo
que parecia ideal.
Um dia acabou.
Hoje,
olhando para você,
vejo que nada restou.
Talvez não fosse
o ideal.
Talvez eu quisesse
demais.
Talvez não exista
esse tal
amor ideal,
amor real.
Talvez...
eu não saiba mais.
.
artesãdaspalavras
izilgallu
22 de novembro de 2008
A LUA

21 de novembro de 2008
ANTÔNIMO

Brinco com as palavras
como se fossem
um quebra-cabeça.
Junto uma a uma
para formarem
uma frase
que com algo
se pareça.
Junto o Sol
e a Chuva,
as Estrelas
e a Escuridão,
o Amor
e o Ódio,
o Frio
e o Calor,
o Bem
e o Mal,
Encontros
e Desencontros,
Começos
e Fins,
Entradas
e Saídas.
Junto palavras
antônimas
só para provar
que até os opostos
podem viver
na mesma frase.
artesãdaspalavras
izilgallu
.
fotoAlbertopveiga
20 de novembro de 2008
VIVER
18 de novembro de 2008
POEMA

POEMA
Existe um poema
que não fiz.
Nasceu
na minha memória,
independente de mim.
Ele está aqui,
completo,
em meu cérebro,
mas é impossível
escrevê-lo.
Me assusta
e me encanta.
Não ouso
mostrá-lo.
Ele é intraduzível.
Não sei expressá-lo
em palavras.
O poema
que não escrevi,
e que é meu,
ficará para sempre
em minha memória.
Só para mim.
Só comigo.
.
artesãdaspalavras
izilgallu
17 de novembro de 2008
O QUE SOMOS

15 de novembro de 2008
NOITE ADENTRO

13 de novembro de 2008
DESORDENADA

Sou completamente
desordenada.
Não consigo arrumar
minha desordem.
Mas não é
uma desordem qualquer.
Ela tem até
uma certa ordem.
“Desordem agrupada”
é a melhor maneira
de descrevê-la.
Coisas aqui,
ali,
acolá,
mas pertencentes
ao mesmo grupo.
Em algum lugar
estão os sentimentos.
Amores,
em uma gaveta,
mas não sei em qual.
O egoísmo,
jogado num canto.
A fúria,
trancada no cofre.
A inveja
já não tenho mais.
Joguei toda fora.
Desejos
ainda tenho,
mas estão adormecidos.
A alegria
parece que perdi
em algum lugar
difícil de achar.
O rancor
está sempre perto,
mas é descartável:
não dura
mais que um minuto.
O choro
está aqui,
no peito.
Sinto falta mesmo
é da paixão.
Não a encontro
em nenhuma gaveta,
armário,
porão,
nem pelas ruas
tenho visto
a paixão passar.
A esperança,
essa sim,
sei onde está.
Está bem
ao alcance
de minhas mãos.
Artesãdaspalavras | izilgallu
10 de novembro de 2008
PALAVRA POR PALAVRA
9 de novembro de 2008
GOTEJANDO

7 de novembro de 2008
FALHAS E DÚVIDAS
se me perdi
no meio do caminho.
sem direção,
não sabia
o lado certo.
tantas dúvidas.
qual é
o seu lugar?
Somos humanos.
a perfeição.
de cair muitas vezes
um dia,
de pé.
artesãdaspalavras
izilgallu
6 de novembro de 2008
CONFUSA
5 de novembro de 2008
MINTA...
3 de novembro de 2008
Você&Eu
2 de novembro de 2008
FERIDA ESTOU
Riu dos meus sentimentos,
jogou com meu amor.
Abandonou-me,
deixando-me só,
solta,
sem direção.
Mas, afinal,
entendi você.
Não era brincadeira.
Não era diversão.
Você simplesmente
não sabia amar.
Hoje entendo:
não brincou
com meus sentimentos.
Apenas passou
por eles
sem reconhecê-los.
Como poderia
reconhecer em mim
aquilo que nunca
existiu em você?
artesãdaspalavras/izilgallu
1 de novembro de 2008
TEMPO CURTO

A vida passa
depressa.
Tão depressa
que mal aprendemos
a vivê-la.
Gastamos anos
guardando mágoas,
alimentando
o ego,
colecionando
desejos.
Acreditamos
que ainda haverá
tempo.
Tempo
para amar.
Tempo
para perdoar.
Tempo
para abraçar.
Mas o tempo
não espera.
Quando olhamos
para trás,
descobrimos
a vida,
tão breve,
foi longa apenas
nos sofrimentos.
E tudo aquilo
que realmente
importava,
ficou
para depois.
.
artesãdaspalavras
izilgallu
30 de outubro de 2008
SEM MEDO...

era tê-lo
sem medos,
sem amarras.
Sei que
não nos pertencemos.
Somos duas criaturas
diversas.
Você,
com essa cara
de virtuoso.
Eu,
imaginando-o
justamente o inverso.
É muito louco
meu pensamento.
Faz-me corar
só de imaginar.
Nunca pensei
que viver
pudesse ser
tão complicado.
A vida
nos leva
para um lado,
enquanto sabemos
que é o outro
que queremos.
Tenho inveja
dos andantes
que não acompanham
a vida.
É a vida
que os segue.
Caminham
de acordo
com a própria vontade.
Não seguem normas.
Têm
o que querem
ou
querem
o que têm.
Artesãdaspalavras
izilgallu
28 de outubro de 2008
MUNDO VAZIO
27 de outubro de 2008
PARA TRÁS
morrer.
Posso de solidão
sucumbir.
Percebo
que você não está.
Deixou-me para trás
e seguiu adiante.
Mas o mundo
não é uma reta.
Há curvas.
E numa delas
posso
te ultrapassar,
deixar você
para trás,
sem sequer
olhar.
Talvez,
lá na frente,
seja você
quem tente
me alcançar.
E não consiga.
Porque estará
ainda olhando
para trás,
enquanto eu
já aprendi
a seguir.
.
Artesãdaspalavras
izilgallu
25 de outubro de 2008
SÓ AMANHÃ

23 de outubro de 2008
PÁGINAS EM BRANCO

Quis escrever
nossa história.
Tentei recordar
alguma coisa,
qualquer lembrança
de nossa vida,
qualquer pedaço
do nosso amor.
Um sorriso.
Um abraço.
Um afago.
Um beijo.
Procurei
na memória,
mas não encontrei
nada.
Nada ficou.
E percebi
que não tenho
o que escrever.
Nosso livro
ficará
com as páginas
em branco.
Artesãdaspalavras/izilgallu
22 de outubro de 2008
MINHA IMAGINAÇÃO




