Aqui estão registrados meus melhores e meus piores momentos, minhas mais lúcidas e mais loucas inspirações. Ao longo dos anos, transformei em palavras o que vivi, imaginei, desejei e senti. Amor, ausência, solidão, desejo, sonhos e tantas contradições da vida. Tentei traduzir sentimentos que nem sempre cabem em palavras. Se consegui? Não sei. Mas valeu a tentativa. Poemas autorais. Quando a Alma escreve. Artesãdaspalavras | izilgallu

20 de dezembro de 2007

OU NÃO

Não é verdade
que tudo é ilusão.

Dentro dos momentos
de euforia,
há pedaços de realidade.

Sentimentos inventados
também podem ter
algum fundo de verdade.

A presença imaginária
tem sua carga de energia.

Pode ser até palpável.
Pode ser até cruel...

Ou não.

.
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18 de dezembro de 2007

DEIXEI A PORTA ABERTA


DEIXEI MINHA PORTA ABERTA

Esperei-te
por toda uma vida.

Vi-te passar por mim
tantas vezes.

Olhavas-me.

Desejavas-me.

Você me conquistou,
mas não se aproximou.

Por fim,
decidi deixar
a porta entreaberta.

Minha esperança
é ver você

entrar.

.

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izilgallu

17 de dezembro de 2007

CONHEÇO-TE

Conheço teus segredos,
por isso tu me temes.

Sei dos teus medos.
Sei dos teus limites.
Sei o quanto tu queres.
Sei o quanto tu negas.

Sei que enganas a todos.
Sei que enganas
a ti próprio.

Conheço todas as tuas fibras.
Conheço todas
as tuas reações.

Conheço-te mais do que pensas,
até mais do que tu mesmo.

Sei que em mim
vês uma atração
que não consegues interpretar.

Sei que em mim
vês um amor
que não consegues controlar.

Sei que tudo isso
de nada adiantará.

Conheço-te o bastante
para saber
que nada farás.

.
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16 de dezembro de 2007

OLHAR

Apenas um olhar.

Profundo,
marcante,
emocionante.

Um olhar...
que, quando correspondido,
faz-nos desmoronar.

Quanto podemos transmitir
por um olhar?

Todas as emoções
de um momento.

Um olhar...
profundo,
que penetra,
paralisa o pensamento,
corre pelo sangue,
congelando-o,
chega ao coração,
derretendo-o.

Apenas um olhar.

Milhões de palavras
no ar.

.
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15 de dezembro de 2007

QUERO-TE LIVRE

Quero sentir
teu corpo,
teu calor,
tua alma.

Quero conhecer tua dor,
acalmar tuas angústias,
afastar teus sofrimentos.

Quero ver-te alegre,
sem medos,
sem amarras.

Não quero prender-te,
nem decidir teus caminhos.

Quero-te livre.

Livre para escolher,
livre para amar,
livre até para partir.

Mas, se ficares,
que seja porque
livremente
me pertences.

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14 de dezembro de 2007

SEM CULPA

Por que tanta culpa?

Esse sentimento
criado,
imposto,
que nos mantém presos
ao medo de sentir.

Por que devo culpar-me
por amar
ou odiar?

Por que sentir culpa
pelos conflitos
que existem em mim?

Sentimentos não pedem
permissão para existir.

Posso enfrentá-los,
negá-los,
até escondê-los.

Mas não serei culpada
apenas por senti-los.

Não!

Não sou culpada!
Não sou pecadora!
Não sou prisioneira!

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foto daniel camanho

13 de dezembro de 2007

QUEM ÉS TU?

Tudo em você é uma incógnita,
um mistério.

Tua mente me faz vaguear
por mundos escuros.

Ages como um felino,
silencioso,
somente o olhar
a percorrer o mundo.

Nenhuma palavra,
nenhum sinal,
mas sempre prestes
a dar o bote.

Às vezes me confundes.
Pareces tão alheio a este mundo
e, ao mesmo tempo,
tão presente.

Quem és tu,
ser misterioso?

Que mundo tens em mente?

Por que esse olhar
que atravessa,
que penetra
sem nada dizer?

Talvez um dia
desapareças
como chegaste:
silenciosamente.

E então,
de todo esse mistério,
restará apenas
saudade.

.
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11 de dezembro de 2007

O AMOR NÃO É DURAVÉL

Não me contento mais
com olhares,
promessas sem valor.

Já passei por esse estágio.
Minha vontade agora
é maior.

Quero ter,
pegar,
sentir,
arder.

Quero paixão,
breve ou não.

Amo agora
o que é transitório.

Aprendi com o tempo
que o amor
não é durável.

É preciso vivê-lo
enquanto está vivo,

pois pode morrer
como a chama
de um lampião,

com um simples
sopro.

.
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10 de dezembro de 2007

ACORRENTADA

Eu da vida quero mais.
Quero muito aprender,
pois, de tudo que aprendi,
pouco prestou.

Não andei por vias tortas.
Não cometi grandes pecados.
Nada sei do submundo.
Não avancei nenhum sinal.

Permaneci em meu invólucro.
Tive medo...
Não rompi.

Contive-me
ou fui contida.

Não provei.
Não senti.
Nada sei do proibido.

Fui vivendo acorrentada,
sem quebrar elo algum.

Acho que não vivi.

.
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9 de dezembro de 2007

SOMOS ROUBADOS

Por que o tempo nos tolhe,
torna-nos incapazes de voar,
bloqueia nossas falas,
torna-nos tímidos,
inibidos?

Por que nos tornamos
um perigo?

Roubaram nossa alma!
Devassaram nossas coisas!
Deixaram-nos marcados!

Transformaram sutilmente
nosso passado,
fizeram-nos amedrontados.

Tornamo-nos bichos domados,
servis,
passivos.

Já não sabemos resolver
nosso mundo,
nossa vida,
nosso coração.

Não sabemos mais caminhar,
nem sair desta prisão.

Acostumamo-nos com as correntes
que nos prendem.
Apesar de incômodas,
tornaram-se úteis:

um porto seguro,
uma prisão.

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foto de LuisLoboHenriques

8 de dezembro de 2007

DOADOR DE AMOR

Você vem,
deita-se silenciosamente
ao meu lado.

É quase um sonho...
ou será
um sonho real?

Agora já não sei.
Tornei-me confusa
com essa sensação.

Pode ser que você
não passe de um
ladrão de coração.

Ou talvez seja
um doador de amor
que transborda sentimentos
e precisa doá-los
gentilmente.

.
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7 de dezembro de 2007

DESÁFIOS (EM TODOS OS SENTIDOS)




















Hoje fui desafiada a participar desta
“encruzilhada” pela ☆ tenshicris ☆:

“Compor um post em prosa, conto ou poesia
com os títulos dos últimos 10 posts,
usando outras palavras pelo meio
para dar sentido ao todo.”

(Aqui vai)

Queria viver onde NÃO HÁ MEDO,
não me sentir PERDIDA,
mostrar como SOU REAL, não uma farsa.

Mas O TEMPO NÃO UNE mais ninguém.
Por isso FAÇO VERSOS,
me desligo desta realidade.

Não quero mais saber O QUE ACONTECEU.
Basta de falsas PROMESSAS.

Quem sabe uma NOVA PAIXÃO
me faça sonhar,
DESCOBRINDO O PROIBIDO,
pecando, ultrajando.

Quem sabe, talvez,
eu crie até um novo...
POEMA ERÓTICO

para um novo, grande,
inesperado amor.

.
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foto AlbaLuna

Agora para terminar
passo a desafiar:
*Crónica
*Sue
*Atit Ordep

6 de dezembro de 2007

NÃO HÁ MEDO

O que nos torna tão ardentes,
tão desesperadamente loucos?

O que nos faz vibrar novamente,
faz nosso sangue
arder como pimenta?

É a paixão
surgindo de repente,
renovando-nos,
tornando-nos insanos.

Essa loucura desesperada
é a vida.

Sem ela,
somos apenas
vivos pela metade.

Somente apaixonados
nos tornamos inteiros.

Mesmo sabendo
de todos os riscos,
não temos mais medo.

Não queremos
viver pela metade.

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5 de dezembro de 2007

MUNDO PARALELO

Perdi-me em meus pensamentos,
desliguei-me da realidade.

Envolvi-me
com as imagens dos sonhos,
esquecendo
que eram apenas sonhos.

Minha mente
me prega essas peças.

Leva-me para longe,
faz-me acreditar
em um mundo paralelo,

onde ainda posso
tentar ser feliz.

.
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foto de RuiBentoAlves

4 de dezembro de 2007

SOU AUTÊNTICA

Se te escrevo hoje
é porque estou autêntica.

Amanhã,
já não sei como estarei.

Tenho alternância
de querença:

hoje amo,
amanhã não quero mais.

Não me culpes,
não sou cruel.

Foi a vida
que me ensinou
a ser assim.

Foi a única lição
que aprendi:

o amor só existe
nos contos de fadas,

a vida é somente
ilusão,

brincadeira
de dois corações.

.

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3 de dezembro de 2007

O TEMPO NÃO UNE

O que nos torna
assim desconexos?

O tempo não nos une,
só nos encosta
no outro.

Nada mais sabemos
do outro.

Não percebemos mais
seus sentimentos.

Não conhecemos mais
seus sonhos,
suas dores,
seus anseios.

Nada,
absolutamente nada mais,
torna-nos cúmplices
de novo.

Com o passar do tempo,
vamos nos tornando
dois estranhos:

encostados,
juntos,
mas estranhamente
separados.

.
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foto helenamargaridapiresdesousa

2 de dezembro de 2007

FAÇO VERSOS



Faço versos
para ti,
para mim,
para nós.

Escolho palavras
ou
elas me escolhem,
não sei...

Se faço rimas
ou não,
não importa.

Escrevo para os que
me compreendem.

Aos demais,
não devo explicações.

Faço o que faço
simplesmente porque eles,
os versos,
me chamam.


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1 de dezembro de 2007

O QUE ACONTECEU?



Não sei o que
entre nós se passou.

Se foi amor,
se foi paixão.

Era real, visível, palpável.
Era frágil, delicado, pecado.

Era paixão
ou não?

Era excitação,
desejo, urgência.

Era coisa
para viver intensamente,

morrendo
pela manhã.

.

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30 de novembro de 2007

PROMESSAS

Promessas...

Queria ouvi-las novamente.

Queria sentir
que ainda posso
me apaixonar.

Queria que alguém,
em algum lugar,
quisesse me amar.

Queria ser amada
intensamente
e intensamente amar.

Queria ser surpreendida
com palavras doces.

Queria sentir o calor
de um abraço apaixonado,
o sabor
de um beijo enamorado,
o arrepio
ao olhar nos olhos do amado.

A alegria
de andar de mãos dadas,
sorrir ao ouvir
nossa música.

Encantar-me ao descobrir
que este amor existe
e que está,
em algum lugar,
à minha espera.

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29 de novembro de 2007

NOVA PAIXÃO

Quando uma nova paixão surge,
torna-nos ferozes.

Tudo se transforma.
Nosso sangue
se torna mais quente.

Tudo fica fácil,
já não existem barreiras.

Transformamo-nos
em lobos,
loucos.

Queremos a presença
do outro sempre,
urgente.

A ausência dói,
irrita,
complica.

Perdemos o medo do risco.
Perdemos o rumo.

Queremos o prazer.
Queremos nos livrar
das amarras.

Pois não queremos
perder este amor.

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27 de novembro de 2007

POEMA ERÓTICO


POEMA ERÓTICO

Gosto de te imaginar,
apesar de tão pouco
de ti saber.

Gosto de pensar
em teus lábios
a me beijar,
tuas mãos
a acariciarem meu corpo
como um louco.

Gosto de imaginar
tua boca a me marcar
e, como tatuagem,
me desenhar.

Deixar em mim
teus sinais,
teu cheiro de sexo,
teu perfume de homem,
teu sêmen de amor.

Penso que vais abraçar-me
com toda a tua força,
fazendo-me gemer
de dor e prazer.

Imagino teu corpo
percorrendo o meu,
sem limites,
sem pudores.

Quero entregar-me
ao desejo
e por ti me extasiar
de prazer.

Quero que comigo
te percas
a noite toda,
até a exaustão.

Sei que me farás sentir
a mais feliz
das mulheres.

Talvez sejas
aquele que sempre esperei
para me entregar.

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25 de novembro de 2007

NADA RESTOU

Quando acordei,
tudo já tinha
se transformado.

Demorei a sair
da letargia,
e o amor se foi.

Levou junto
meus sonhos.

Agora,
só tenho
pesadelos, 
nada restou.

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24 de novembro de 2007

PALAVREADO

Sinta como te amo.
Escute como grito teu nome.
Veja como choro por você.

Fale que também me ama.
Sinta meu perfume em teu corpo.
Pense em como seríamos felizes.

Grite ao mundo nosso amor.
Corra para me abraçar.
Ultrapasse o que ficou no caminho.

Suba bem alto...
para vermos as estrelas.

Cante a nossa canção.
Sorria ao me ver passar.
Ouça todas as minhas súplicas.

Olhe...

meu amor se acabou.

Chore,
pois você demorou.

Veja...

agora me perdeu.

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22 de novembro de 2007

VIAJANDO MENTALMENTE

Minha mente vagueia
por mundos,
estrelas.

Volta à Terra,
viaja pelo chão.

Descobre pessoas,
sentimentos
e emoções.

Desvenda mistérios,
amores
e paixões.

Encontra amigos
até mesmo onde
só existem desilusões.

Conhece submundos.

Descobre a solidão
nos indivíduos,
mesmo em meio
às multidões.

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20 de novembro de 2007

MULHER...SIMPLESMENTE

A mulher é feita
de incógnitas.

Tente adivinhar
quem puder.

Ela é santa
ou demônio.

Pode curar
ou matar.

Contradiz até
os próprios desejos.

Não tente desvendá-la.

Ela é veneno
ou antídoto.

É capaz de carregar
em seu ventre
mais de um filho de uma só vez
e sorrir feliz
com todo aquele peso.

Pode dar
a todos amor.

Pode ser fatal
ou simplesmente
mulher.

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10 de novembro de 2007

O VENTO NÃO ME DISSE

Fico escutando o vento,
sentada à beira da praia.

Espero que me traga
notícias de alguém
que ainda mal conheço.

Quero qualquer palavra,
um sinal,
algo que me diga
como ele é.

Talvez um som,
um sussurro,
qualquer coisa
que me aproxime dele.

Mas nada chega
aos meus ouvidos.

O vento passa,
toca meu rosto,
agita meus cabelos,

mas dele
nada me diz.

Talvez o vento saiba
mais do que eu.

Talvez apenas
não queira me contar.

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9 de novembro de 2007

JOGO DA VIDA

nuas palavras,
despidas imagens,
trocas incertas,
desejos intensos.

escritas incógnitas,
(#¨*()$!_%)
amores secretos,
encontros reais,
falsas vidas.

risos simulados,
olhares roubados,
abraços imaginários.

ser humano,
jogando vidas.

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8 de novembro de 2007

ENTRELAÇADOS








Nós dois sabemos de nós.
Temos nossos segredos
guardados a sete chaves.

Somos dois entrelaçados.
Nossos destinos
estão cruzados.

Entre nós pode haver
uma grande paixão...

ou não!

Pode ser coisa
de predestinação.

Pode ser coisa séria.
Pode ser mais
do que isso.

Pode ser
alucinação.

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7 de novembro de 2007

MORTOS VIVOS

Enquanto pessoas vêm,
enquanto pessoas vão,
amores instalam-se,
amores acabam.

Ao menos,
emoções existem.

Piores são os momentos
de branco total,
da ausência do tudo,
da insignificância do nada.

Tristes são os momentos
em que estamos vazios.

Sem dores de amor.
Sem as alegrias da paixão.

Momentos mortos,
em que ficamos iguais
a zumbis,
andando alheios
a tudo e a todos,

sem nada vermos,
sem nada sentirmos.

Sem esperança,
sem emoção.

Mortos vivos,
vivos mortos.

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Foto JeanJacquesAndre

6 de novembro de 2007

CAMINHAR PELAS ESTRELAS

Vou caminhar pelas estrelas
e contigo me encontrar.

E na Lua
iremos namorar.

De mãos dadas,
em Netuno
poderemos passear.

Com teu amor,
eu seguirei até os céus.

E deitaremos
em nuvens brancas
e nos amaremos.

E o céu da tua boca
eu beijarei.

Em teus cabelos
me enroscarei.

E para sempre
contigo estarei.

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