
"O BOM DA PAIXÃO
É QUE É RENOVÁVEL"
.
*artesãdaspalavras*
É QUE É RENOVÁVEL"
.
*artesãdaspalavras*
Aqui estão registrados meus melhores e meus piores momentos, minhas mais lúcidas e mais loucas inspirações.
Ao longo dos anos, transformei em palavras o que vivi, imaginei, desejei e senti. Amor, ausência, solidão, desejo, sonhos e tantas contradições da vida.
Tentei traduzir sentimentos que nem sempre cabem em palavras.
Se consegui? Não sei.
Mas valeu a tentativa.
Poemas autorais.
Quando a Alma escreve.
Artesãdaspalavras | izilgallu
19 de fevereiro de 2009
A ALMA CALMA

A
alma calma.
A
lua prateada.
O
mar misterioso.
O
som da paz
é música
para meus ouvidos.
Tudo isso
e mais
um grande amor.
Nada mais
a querer.
artesãdaspalavras
izilgallu
18 de fevereiro de 2009
OPÇÃO
Como
opção
de vida,
escolhi
te amar.
Fui sempre
obedecendo,
respeitando
minha
opção.
Passaram-se
os anos,
e nem
percebi
que o amor
acabou
e que
fiquei
sem
opção.
.
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izilgallu
14 de fevereiro de 2009
POEMA MUDO
Escreverei este poema mudo
em protesto
ao mundo.
Estou muda,
ausente.
Estou calada
em minhas dores,
sufocada,
talvez
sem sentimentos.
Tudo está
sem vida,
sem imagens,
sem animação.
Cadê todo
aquele meu futuro?
Onde estão
todos os meus sonhos?
Sumiram.
Acabei esquecendo
que um dia sonhava.
Não tenho mais
anseios,
desejos,
esperanças.
Não tenho mais nada.
Estou só,
enclausurada,
sem saída,
sem remédio.
Gostaria que
algum poema
meu...
tocasse o coração
de alguém.
Mas nada
nunca muda.
Então,
muda ficarei.
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izilgallu
12 de fevereiro de 2009
POETA LOUCO
Quando se pensa
que nada mais
pode ser escrito,
que não há mais
sentimentos secretos
a serem dissecados,
vem um poeta louco
e começa
uma nova história.
Usando velhas palavras,
faz versos novos.
Com as palavras
de sempre,
cria uma frase
mágica.
Para um poeta
não há limites,
nem censuras.
Ele pode descrever
sentimentos
de forma vil,
de forma suave,
romanticamente
ou
escandalosamente.
Nada teme
o poeta,
nem vírgulas,
nem pontos finais.
Ele é
a própria palavra
que ganha forma
no papel,
faz nascer
novas frases,
novas poesias.
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izilgallu
foto de Carla Sileiro
10 de fevereiro de 2009
DE PONTA CABEÇA

É assim
que me sinto.
Assim
está minha vida:
sem nexo,
sem coerência.
Sei que vou cair...
desabar.
Sinto
que não tenho mais forças
para me segurar
de ponta-cabeça.
Preciso de amparo,
urgentemente.
Alguém me ajude.
Alguém me coloque
no lugar.
Alguém me dê a mão.
Alguém me faça
voltar ao normal.
Se continuar assim,
vou acabar caindo...
de pernas para o ar.
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artesãdaspalavras
izilgallu
que me sinto.
Assim
está minha vida:
sem nexo,
sem coerência.
Sei que vou cair...
desabar.
Sinto
que não tenho mais forças
para me segurar
de ponta-cabeça.
Preciso de amparo,
urgentemente.
Alguém me ajude.
Alguém me coloque
no lugar.
Alguém me dê a mão.
Alguém me faça
voltar ao normal.
Se continuar assim,
vou acabar caindo...
de pernas para o ar.
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izilgallu
9 de fevereiro de 2009
POESIA TRISTE

Ao olhar para o espelho,
não gosto do que vejo.
Há um ser humano
do outro lado
que eu gostaria
que não fosse eu.
Aquele rosto triste,
envelhecido,
amargurado...
não queria
que fosse o meu.
Por vezes,
tenho evitado
me olhar no espelho.
Fotos,
então,
nem pensar.
Como posso ser
aquela das fotos?
Aquele ser
horrível,
envelhecido,
que já não sabe
nem sorrir.
O que aconteceu
comigo?
Por que me deixei
ficar assim?
Deixei que a tristeza
apagasse
quem eu era.
Agora,
o espelho
já não me conhece.
.
artesãdaspalavras
izilgallu
8 de fevereiro de 2009
É NOITE

É na escuridão da noite
que a vida
explode
sem pudor.
É no calar da noite
que há
mais gritos abafados,
sussurros,
murmúrios.
É quando
todas
as máscaras
caem.
É quando
as verdades
são reveladas.
É nos cantos,
nos becos,
nos quartos,
nas esquinas,
que tudo pode.
Onde tudo
acontece.
Onde nada
é pecado.
Onde nada
é proibido.
.
Ferina*izil*
Foto: Kazuo Okubo
que a vida
explode
sem pudor.
É no calar da noite
que há
mais gritos abafados,
sussurros,
murmúrios.
É quando
todas
as máscaras
caem.
É quando
as verdades
são reveladas.
É nos cantos,
nos becos,
nos quartos,
nas esquinas,
que tudo pode.
Onde tudo
acontece.
Onde nada
é pecado.
Onde nada
é proibido.
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Ferina*izil*
Foto: Kazuo Okubo
6 de fevereiro de 2009
ANIQUILAMENTO
4 de fevereiro de 2009
SILÊNCIO

Por vezes,
me desoriento.
Fico perdida,
sem amparo.
Preciso de um abraço,
de um afago,
mas você não está.
Fico quieta...
Silêncio.
Fico louca.
Te ignoro,
te ataco,
te firo,
te maltrato.
Mas você não está.
Nada vê,
nada sente,
não percebe
minha carência,
minha amargura.
Você se recolhe
ao seu mundo
e me larga,
me abandona.
Só
a distância
fica entre nós.
.
artesãdaspalavras
izilgallu
1 de fevereiro de 2009
31 de janeiro de 2009
INDIFERENTES
Gritos da noite,
nas camas,
nas ruas.
Lágrimas e sangue
escorrem
em paralelo.
As dores noturnas
são sempre
piores.
Em cada esquina,
um morto
ou um quase vivo.
A cegueira
da indiferença
é a pior
covardia.
Ando eu,
andas tu,
por estes caminhos.
Nada vemos,
nada tememos.
Somos indiferentes
a tudo,
a todos,
pois andamos
durante o dia.
.
artesãdaspalavras
izilgallu
nas camas,
nas ruas.
Lágrimas e sangue
escorrem
em paralelo.
As dores noturnas
são sempre
piores.
Em cada esquina,
um morto
ou um quase vivo.
A cegueira
da indiferença
é a pior
covardia.
Ando eu,
andas tu,
por estes caminhos.
Nada vemos,
nada tememos.
Somos indiferentes
a tudo,
a todos,
pois andamos
durante o dia.
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artesãdaspalavras
izilgallu
24 de janeiro de 2009
SOMENTE UMA ESTAMPA
Estou perdida na vida.
Não sei mais
que rumo tomar.
Estou só.
Deixei-me transformar
em solidão.
Agora,
não sei mais
como sair dela.
Estou triste,
sem amor,
sem palavras bonitas,
sem carícias,
sem abraços.
Estou envelhecendo,
tornando-me
cada vez mais
solitária.
É o presente
que o tempo
nos dá:
a solidão.
Estou invisível.
Vou me tornando
um objeto
esquecido
num canto.
Uma estampa.
Uma planta.
Estou me misturando
à mobília da casa,
às flores,
aos livros velhos.
Estou partida
em mil pedaços.
Quebrei
e não encontro
quem me ajude
a juntar
os pedaços.
Estou
terrivelmente
abandonada,
sem ter tido tempo
de aproveitar
os prazeres
da vida.
Estou falando
comigo mesma.
Sou a única
a me ouvir.
.
artesãdaspalavras
izilgallu
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