artesãdaspalavras
izilgallu
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Gostamos,
causamos.
Somos assim...
uma incógnita.
Surgimos de repente
e surpreendemos.
Somos mulheres.
Nossos pensamentos
ninguém decifra.
São só nossos.
Somos fortes.
Arrancamos as dores
do mundo
com as mãos.
Somos frágeis.
Gostamos de ser
acariciadas
por mãos suaves,
abraçadas
por braços fortes,
amadas
por um coração corajoso.
Somos exageradamente sensíveis
e demasiadamente valentes,
quando precisamos defender
o que amamos.

Subi à tona.
Voltei depois de
longa temporada
mergulhada na escuridão.
Estava em meio às trevas,
andando por porões,
esgotos,
rastejando
e lamentando minha dor.
Comunguei com devassos,
com nobres,
com pobres.
Somos todos iguais
quando vivemos na escuridão.
Ficamos
sem medo,
sem sorte,
sem freio.
É assim a vida
nos labirintos
do inferno que é a nossa mente,
quando nos transporta
para dentro da escuridão.
postado primeiro
em 02.09.2009

Paixão tão ardente, tão etérea.
Por quê?
Tens que vir como um vulcão
e, como fumaça, desaparecer?
Alguém me explica a razão
de insistirmos em nos apaixonar
para depois sofrermos?
Por que a paixão é assim,
tão enganosa, tão fútil?
Não sei.
Ninguém consegue
me explicar as razões
para tão ligeira emoção.
Porque não existe razão
na paixão.
.
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TEATRO DA VIDA
Começar sempre.
Sina?
Destino?
Ser humano.
Ter esperanças.
Realidades são cruas.
Paixões são utopias.
Imaginar seguro,
ter como perdido.
Nada é real.
Tudo é fantasia.
Máscaras velhas,
usadas,
surradas,
antigas.
Ignorância forçada.
Submissão comprada.
Gestos estudados.
Cenas calculadas.
Eterna encenação.
.
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poema postado originalmente
em 06.06.2010