
É QUE É RENOVÁVEL"
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*artesãdaspalavras*
"Aqui estão registrados meus melhores e meus piores momentos. Minhas mais lúcidas e mais loucas inspirações. Ao escrevê-las, percorri sentidos e emoções.Tentei descrever com palavras os sentimentos mais contraditórios.
Se consegui? Não sei.
Mas valeu a tentativa."
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IzilGallu
19 de julho de 2011
CORTIÇOS, FAVELAS

3 de julho de 2011
7 de maio de 2011
OH! DÚVIDA
Escrever...
Para quê?
Para não precisar falar.
Para decifrar célula por célula,
entender por que escorrego tanto
para aquele poço escuro.
Escrever para poder dele sair,
subir as paredes,
arranhar o barro do mistério
da mente que me leva em
círculos, para cima, para baixo,
nunca me deixando parar,
nunca me deixando sossegar,
fazendo-me sofrer até cansar,
sem saber o porquê
deste sofrer,
fazendo-me escrever.
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Artesãdaspalavras
izilgallu
5 de maio de 2011
PELA FRESTA

Vejo a vida passar através
da fresta da janela
ela passa e me leva para
meu interior, me leva para
dentro das paredes
vou ficando cada vez mais interna,
mais fechada, mais louca
Os pássaros cantam
e este é o único som
que ainda me interessa.
As vozes dos humanos viraram
apenas murmúrios, lamentos
que não me interessam mais
.
izilgallu
3 de abril de 2011
SOU MALCRIADA
SOU O...
RESULTADO DE UMA CRIA
MAL CRIADA, MALCRIADA.
FUI CRIADA PARA A VIDA,
SABER ENFRENTAR.
MAS ENFRENTAR
TANTOS DESALENTOS
SÓ ME TORNOU
UMA CRIA MALCRIADA.
SOU MALCRIADA COM A VIDA,
POIS ELA ME MAL CRIOU.
SOU O RESULTADO OPOSTO
DAQUELA QUE UM DIA
O CRIADOR PARA MIM PREVIU.
ENVIOU-ME PARA SER
MALCRIADA POR OUTRO
MAL CRIADOR.
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artesãdaspalavras
izilgallu
8 de março de 2011
TODAS AS VIDAS

uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé
do borralho,
olhando para o fogo.
Benze quebranto.
Bota feitiço...
Ogum. Orixá.
Macumba, terreiro.
Ogã, pai-de-santo...
Vive dentro de mim
a lavadeira
do Rio Vermelho.
Seu cheiro gostoso
d'água e sabão.
Rodilha de pano.
Trouxa de roupa,
pedra de anil.
Sua coroa verde
de São-Caetano.
Vive dentro de mim
a mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
toda pretinha.
Bem cacheada de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.
Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada,
sem preconceitos,
de casca-grossa,
de chinelinha,
e filharada.
Vive dentro de mim
a mulher roceira.
-Enxerto de terra,
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos,
Seus vinte netos.
Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha...
tão desprezada,
tão murmurada...
Fingindo ser alegre
seu triste fado.
Todas as vidas
dentro de mim:
Na minha vida -
a vida mera
das obscuras!
4 de março de 2011
FOMOS FERIDOS

Éramos dois.
Dois corpos,
dois amores,
dois corações
que um dia
se uniram.
Mas então...
houve um engano.
Rompeu-se o laço.
Fomos feridos.
Dividiram-se as almas.
Rasgaram-se os corações.
Agora somos corpos vazios,
com os pedaços
do coração
remendado.
Vazou o amor.
Tudo acabou.
Ficou o vazio.
Ficou só a dor.
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artesãdaspalavras
izilgallu
