É QUE É RENOVÁVEL"
.
*artesãdaspalavras*
"Aqui estão registrados meus melhores e meus piores momentos. Minhas mais lúcidas e mais loucas inspirações. Ao escrevê-las, percorri sentidos e emoções.Tentei descrever com palavras os sentimentos mais contraditórios.
Se consegui? Não sei.
Mas valeu a tentativa."
.
IzilGallu
23 de fevereiro de 2010
NÃO VIVO
22 de fevereiro de 2010
SEMPRE CULPADOS

19 de fevereiro de 2010
QUEM SOMOS NÓS, ENFIM?
16 de fevereiro de 2010
PASSADA
14 de fevereiro de 2010
ADULTA

Disseram-me um dia
que crescer era bom,
que ser adulto era muito melhor,
que poderíamos
amar, casar, passear,
sem mais represálias.
Disseram-me que viver
no mundo dos adultos
era muito melhor.
Tudo podia.
Tudo seria fácil.
Enganaram-me.
Nada era verdade.
Não existe amor para sempre.
Ninguém nunca
é livre.
Sempre somos repreendidos.
A felicidade para sempre
é utopia.
A vida dói
quando adultos
nos tornamos.
A dor adulta
é profunda,
por vezes irremediável,
por vezes para sempre.
Não foi bom crescer.
Não foi bom
tornar-me adulta.
artesãdaspalavras
izilgallu
13 de fevereiro de 2010
O AMOR E A DOR
O amor distante
maltrata o coração da gente.
O mundo se acaba
com tanta dor
que causa este amor.
Este ingrato
até parece que esquece
que a solidão existe.
Ao mesmo tempo
em que tudo existe,
nada vive,
nada há,
enquanto o amor
não chegar.
Amar
é tão complexo,
É tão sofrido,
que parece
que a vida
não mais existe
sem este amor.
Se este amor
perto chegar,
a felicidade
certamente trará.
Os corpos
se juntarão
e as dores
desaparecerão.
Só este amor
nos fará viver.
artesãdaspalavras
izilgallu
10 de fevereiro de 2010
NOITE MALDITA

6 de fevereiro de 2010
MINHAS INVENÇÕES

3 de fevereiro de 2010
EM FRENTE

Ruas estreitas
Ruas escuras
Tenho medo
não quero olhar
para os lados
Sinto rumores,
vejo sombras
horripilantes
Tenho medo
Preciso seguir em frente
Não posso retornar
Retorno é passado
Não gosto do passado
Tenho medo
Quero ver luzes
estrelas
quero rir outra vez,
ou mais uma vez
quero não ter mais medo
de você, deles, de mim
Quero ir...em frente
30 de janeiro de 2010
OLHOS NA SOLIDÃO
22 de janeiro de 2010
FALSAS JURAS
20 de janeiro de 2010
TALVEZ AMANHÃ

17 de janeiro de 2010
SOMOS FINGIDORES

15 de janeiro de 2010
QUEM SE IMPORTA
5 de janeiro de 2010
O QUE HOUVE?

Distância
e o que mantenho
entre nós.
Penso
que será para sempre.
Remorsos
não sinto nenhum.
Desejos
ficaram lá,
guardados.
Demorei
para entender
o porquê
de sua frieza repentina.
A paixão
nos deixa cegos
e sem lucidez.
Talvez
tudo tenha sido
somente um sonho.
Mas
me pareceu
tão real.
Por isso,
às vezes,
ainda tenho dúvidas
se você
realmente
me quis.
O bom da paixão
é que nos faz
sentirmos vivos,
lindos,
felizes.
O ruim
é quando acaba,
porque ficamos
órfãos,
desamparados,
sem inspiração.
O vazio
toma conta,
preenche tudo
onde antes
era amor.
artesãdaspalavras
izilgallu
4 de janeiro de 2010
O ANTES, O DEPOIS

12 de dezembro de 2009
O TEMPO É NECESSÁRIO
O tempo é necessário.
A pausa é essencial.
Precisamos sumir,
depois retornar.
Assumir os riscos,
sem pensar demais.
Hoje alegre,
amanhã triste.
Lágrimas são necessárias,
mas os sorrisos são melhores.
Tudo volta algum dia,
de alguma maneira.
Talvez não nestes dias desta vida,
mas, quem sabe, em outra.
É só esperar
e ver acontecer.
.
artesãdaspalavras
izilgallu
10 de dezembro de 2009
PALAVRAS NADA MAIS
Estou virando do avesso.
Quero expurgar tudo o que sinto.
Os poetas sabem fingir tão bem,
são como atores,
vivem as dores alheias.
Sou testemunha do prazer
que é escrever
sem vendas,
sem amarras.
Palavras e mais palavras
sobre mim,
sobre você.
Você pode ser qualquer um.
Não importa como és.
Somos todos iguais neste
grande circo que é a Terra,
por enquanto,
nosso lar.
artesãdaspalavras
izilgallu
8 de dezembro de 2009
CAOS SEM PALAVRAS
De repente, a ausência
total de sentimentos.
Anos-luz passam e
nada volta.
É incompreensível esta
fase na vida de um criador,
de uma criatura, de um poeta.
Palavras somem como por encanto.
Papel e lápis se tornam inimigos.
Nada, absolutamente nada, acontece.
É um caos, o vazio.
A imersão no nada apavora.
A vida se torna incoerente.
A mente abre estes buracos negros,
às vezes,
e ficamos sobrevivendo a eles,
num turbilhão de nadas, de vazios.
Tento, inutilmente, voltar,
mas não é fácil.
Estou perdida.
Perdoem-me, visitantes.
Estou voltando.
.
artesãdaspalavras
izilgallu




