De repente, a ausência
total de sentimentos.
Anos-luz passam e
nada volta.
É incompreensível esta
fase na vida de um criador,
de uma criatura, de um poeta.
Palavras somem como por encanto.
Papel e lápis se tornam inimigos.
Nada, absolutamente nada, acontece.
É um caos, o vazio.
A imersão no nada apavora.
A vida se torna incoerente.
A mente abre estes buracos negros,
às vezes,
e ficamos sobrevivendo a eles,
num turbilhão de nadas, de vazios.
Tento, inutilmente, voltar,
mas não é fácil.
Estou perdida.
Perdoem-me, visitantes.
Estou voltando.
.
artesãdaspalavras
izilgallu
2 comentários:
O poema apesar de um pouco triste, fez um milagre, juntou novamente lápis e papel e transformou-se em sentimentos, aqui expostos...
beijos
oi linda q saudades, some mais n, adoro suas palavras.
bjosss...
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