
não sei mais qual rumo tomar.
Estou só, me deixei transformar
em solidão, agora não sei mais
o que fazer para sair desta solidão.
Estou triste, sem amor, sem palavras
bonitas, sem carícias, sem abraços
Estou envelhecendo, me tornando mais
e mais solitária, é o presente que
o tempo nos dá a “solidão”.
Estou invisível, me tornando um
objeto, encostando em um canto
uma estampa, uma planta.
Estou me misturando à mobília da
casa, as flores, os livros velhos.
Estou partida em mil pedaços,
quebrei e não encontro quem
me ajude a juntar as partes para colar.
Estou terrivelmente abandonada,
sem ter tido tempo de ter aproveitado
os prazeres mundanos ou não da vida.
Estou falando comigo mesma,
sou a única a me ouvir.
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