Eram sempre duas
em minha mente.
E eu nunca compreendia
o porquê.
Uma interna,
querendo tudo,
podendo tudo,
sem pudores,
sem medos.
Uma interna ardente,
inquiridora,
desafiadora,
apaixonada,
louca,
desvairada.
E outra,
a externa.
Ah! Esta outra...
Uma maldita outra.
Sufocante,
controladora,
calada,
cheia de pudores.
Enfim,
a dominante.
A vencedora.
Então a descoberta:
"Era do signo de Gêmeos."
Era esta a dualidade
determinando a vida.
Era a mais fraca vencendo
a mais forte.
artesãdaspalavras
izilgallu
6-12-06
