Quando amanhece,
e as caras deslavadas
dos falsos aparecem
diante dos espelhos,
algo deveria acontecer
naquele momento.
Um arrependimento qualquer.
Ao se encararem,
deveriam ver
a própria crueldade
estampada.
Mas, se assim fosse,
não haveria mais espelhos.
Os falsos não se julgam.
Acham-se leais.
Mas leais a quem?
Ao diabo?
Que, se existir, deve ter que
carregar muitas almas falsas,
arrastá-las em seus infernos
particulares,
que um dia terão
de enfrentar.
E então deveriam lamentar
por estarem no inferno
e não poderem usufruir
da falsa vida,
da falsa moral,
da falsa conduta.
Só que nunca se lamentarão,
pois nada recordam
da verdadeira crueldade
que nos fizeram passar.
.
ãrtesadaspalavras
izilgallu
Ferinaizil

Um comentário:
minha querida , como sempre poema lindo , como e possivel passado tamto tempo , não te conseguir esquecer beijossssssssssss carinhosos
Postar um comentário